O ex-deputado Edson Giroto, o empresário João Amorim, o ex-diretor da secretaria de obras Wilson Roberto Mariano e Flavio Henrique Garcia, estão vivendo uma experiência, que jamais pensariam que pudessem protagonizar: a de serem presidiários. Acostumados com o luxo e a vida em mansões e restaurantes, agora enfrentam as dificuldades da vida no presídio.
Mas como é a vida no Centro de Triagem, anexo ao Presídio de Segurança Máxima?
O JD1 Notícias conversou com pessoas que conhecem por dentro o cotidiano daquela unidade de detenção, e soube em detalhes, o que ali se passa.
No local, existe certa “liberdade”, isso por que o horário de confinamento a cela é menor que nos presídios normais, a planta da unidade prisional tem o desenho de um retângulo sendo que as celas estão em volta , de um pátio menor. As grades das celas – portas são abertas às oito da manhã e fechadas aàs 16h15, período de pouco mais de oito horas onde os presos podem ficar circulando em uma área comum a todos.
Os detentos podem tomar sol ou conversar, alguns optam por ler, ou mesmo permanecer nas celas. Com isso, todos que ali estão presos, têm a liberdade de caminhar e se movimentar a maior parte, com mais horas diárias de exposição ao sol, o que “ameniza” a sensação do cárcere. Não há quadras de esportes nem outro tipo de atividade para os detentos.
As celas acomodam vinte e quatro presos – que foge daquela superlotação de presídios que é comum no sistema penitenciário e oito “treliches” construídas em concreto servem de cama para os presos.
Giroto, Amorim, Mariano e Flavio está na cela 17. Eles são suspeitos de envolvimento no desvio de verbas de obras públicas, e foram levados para lá após novo pedido de prisão ter sido expedido durante a fase “Fazenda de Lamas” da operação Lama Asfáltica. A cela estaria com 25 presos, o que faria com quem um dos detentos estivesse dormindo no chão, informação não confirmada pela reportagem.
Presos dividem banheiro e banho é frio mesmo com baixas temperaturas
Em cada cela, um único banheiro atende todos os presos. Com um vaso sanitário e pouca privacidade, os locais de banho não têm água quente, nem chuveiro elétrico, o que obrigara a todos, a tomarem banho frio, mesmo em temperaturas menores que dez graus, como as previstas para os próximos dias.
A alimentação é básica, o café da manhã, é composto café com leite ou chá, e pão com manteiga. Almoço e janta, são arroz, feijão e uma carne, todas fornecidas por uma empresa que abastece os estabelecimentos penais.
A maioria dos presos que ali estão, é composta de policiais a espera de julgamento. A defesa dos presos já pediu para que eles voltassem para a sede do Garras (Delegacia Especializada em Assaltos e Sequestros), porém o pedido ainda não foi analisado.
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