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Sanesul elabora medidas para não faltar abastecimento de água em Corumbá

Devido à seca, o nível do rio chegou a 1,8 metros, sendo que o ideal é de 3 a 4 metros

25 setembro 2020 - 10h32Flávio Veras, com informações do Governo de MS

Com a maior seca dos últimos 47 anos atingindo Mato Grosso do Sul, o Rio Paraguai registrou, rapidamente, níveis hídricos críticos. Devido ao problema, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) e a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) elencaram as medidas estratégicas de prevenção para evitar o desabastecimento em Corumbá e Ladário.

Em reunião realizada nesta quinta-feira (24) na sede da Sanesul, o titular da Semagro, Jaime Verruck, e o diretor-presidente da instituição Walter Carneiro Junior deram destaque ao trabalho em conjunto das instituições e debateram as ações que estão sendo realizadas nos municípios. “O Governo do Estado decretou emergência ambiental e nós montamos uma sala de crise hídrica coordenada pela Agencia Nacional de Águas e Saneamento na qual estamos monitorando a questão crítica”, ressaltou Verruck.

O secretário deu ênfase ao atual cenário: “ O que me preocupa é que ainda não chegamos ao nível crítico de redução do nível do rio, que poderá baixar ainda mais, tendo diminuído aproximadamente um metro. Por isso, precisamos construir iniciativas preventivas”, salientou Verruck que reforçou que as réguas de mediação, diante do atual cenário, estão sendo revistas.  

Carneiro Junior destacou que o rio chegou ao nível de 1,18 metro, sendo que a média de segurança é de três a cinco metros. “Estamos com duas ações já pontuais iniciais que acontecem a partir de hoje, destinando para Corumbá um equipamento de bomba flutuante, que será a nossa primeira tentativa, onde vamos produzir 500 metros cúbicos de água. Vamos monitorar dia a dia para ver se resolver”,  disse o diretor-presidente que afirmou, ainda, que a tal iniciativa já foi implementada em Ladário.

O dirigente acrescentou ainda que caso não a medida não surta efeito e caso o rio baixe o nível, ainda mais será implantado no local as bombas antifibrias e bombas submersíveis. “Vamos trabalhar com o plano A e com o plano B”.

O diretor-presidente da Sanesul enfatizou as medidas realizadas pelo Governo do Estado. “O governador Reinaldo Azambuja captou recursos de mais de 100 milhões de reais, em captação hídrica, distribuição e tratamento. Em breve estaremos inaugurando uma nova estrutura de tratamento na nossa regional, para dar ainda mais qualidade e certificar essa água que vem do rio”.

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