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Secretário diz que morte de Marielle pode estar ligada com sua atuação política

01 abril 2018 - 11h19Agência Brasil

O secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes, disse que o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes tem indícios de ligação com a atuação política da parlamentar. Nunes deu a declaração durante programa de entrevista ao vivo do canal Globo News, na tarde desta quinta-feira (29). Ele descartou algumas linhas de investigação, como problemas pessoais. 

“Não há dúvida de que a atuação política dela, o que ela representa politicamente não só no momento, mas até projeção de futuro, que ela poderia representar, indica que a gente tem que ter um olhar mais acurado nessa direção. Isso é inegável. Outros tipos de ligações, de área pessoal, estamos descartando. A questão de relacionamento com assessores, de demissões, não foi nada disso. Não houve demissões, houve remanejamento interno. Soubemos disso por meio dos depoimentos”, disse o general.

Nunes informou que o inquérito já tem 300 páginas e que foram ouvidas mais de 30 pessoas. Hoje, serão coletados mais cinco depoimentos.

O secretário informou que a investigação está cruzando dados dos números telefônicos celulares na área da Lapa, onde Marielle foi perseguida pelos criminosos, com os números captados por outras antenas de celular ao longo do trajeto, até o local da execução, no bairro do Estácio: “É um trabalho demorado, de ter que rastrear todas aquelas linhas que estavam naquela área. É um trabalho de força-tarefa, mas está caminhando bem”.

De acordo com ele, já se sabe que mais de indíviduo participou do crime. E afirmou estar "otimista" e que a polícia está chegando cada vez mais perto.

O secretário comentou sobre a velocidade e o sigilo das investigações, necessários, segundo ele, para que as provas produzidas não sejam posteriormente anuladas.

“Estamos fazendo o correto e com a celeridade que caracteriza a importância atribuída à investigação, porém sem precipitação. Precipitar-se é extremamente perigoso, porque depois as provas produzidas podem ser contestadas. E mesmo que a gente chegue à identificação dos culpados, isso pode não redundar na condenação que esperamos”, disse Nunes.

Marielle e Anderson foram mortos, na noite do dia 14, na Rua João Paulo I, no Estácio. Dois carros participaram do crime e o veículo onde estavam as vítimas foi atingido por 13 tiros.

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