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Setor hoteleiro espera Carnaval melhor que o de 2019

O conjunto das atividades turísticas relacionadas ao carnaval deverá movimentar cerca de R$ 8 bi este ano

08 fevereiro 2020 - 16h40Marya Eduarda Lobo, com informações da Agência Brasil

A valorização do dólar frente ao real deve favorecer o turismo nacional durante o Carnaval, atraindo mais estrangeiros e estimulando os brasileiros a viajarem pelo país. Setores como o hoteleiro apostam que, este ano, a taxa de ocupação de pousadas e hotéis de alguns dos principais destinos turísticos brasileiros será superior à registrada em 2019.

Levantamento preliminar da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih Nacional) indica que, em várias capitais, a quantidade de reservas de hospedagem para a festa de Momo já supera a do mesmo período do ano passado. Embora não abranja todo o país, o trabalho divulgado pela associação contempla alguns dos principais destinos turísticos nacionais.

No nordeste, os hotéis de Maceió (AL), Fortaleza (CE) e João Pessoa (PB) já estão com 75% da capacidade ocupada, mesmo índice registrado em 2019 durante o feriado. A expectativa, contudo, é que, até a próxima sexta-feira (14), esta taxa aumente com a chegada dos viajantes de última hora e supere a do ano passado. Em Recife (PE), 95% das reservas já foram confirmadas, indicando uma maior movimentação. Em Natal (RN), a estimativa é alugar 90% do total de leitos disponíveis, contra os 88% alcançados em 2019. Já em Salvador, principal destino turístico da região, a lotação deve ser total.

Ainda de acordo com a Abih Nacional, a ocupação dos hotéis do Rio de Janeiro (RJ) também deve superar o índice registrado no ano passado. Setenta e quatro por cento das reservas já foram confirmadas, o que sugere uma ocupação de, no mínimo, 90% da capacidade hoteleira. Em 2019, a taxa de ocupação na capital fluminense foi de 74%. Também na Região Sudeste, Belo Horizonte (MG) deve atingir uma taxa de ocupação da ordem dos 80%, enquanto na capital paulista, onde o  carnaval de rua vem se consolidando como uma atração popular, a taxa deve ficar em 60%.

Região Centro-Oeste

Na Região Centro-Oeste, Brasília deve atingir 32% da ocupação durante o feriado. No ano em que completa 60 anos, a capital que só há alguns anos começou a atrair carnavalescos de outras cidades conta com 180 blocos de rua cadastrados para desfilar. A expectativa da secretaria distrital de Cultura e Economia Criativa é que a folia atraia, entre turistas e moradores do Distrito Federal, 1,2 milhão de pessoas, gere cerca de 20 mil empregos e movimente em torno de R$ 240 milhões.

Ainda na Região Centro-Oeste, em Mato Grosso, a procura por reservas também sugere um aumento em comparação ao ano passado. Já em Mato Grosso do Sul, o maior filão turístico concentra-se distante da capital, Campo Grande. Consultados pela Abih Nacional, empresários do ramo calcularam uma ocupação de cerca de 95% no Pantanal sul-mato-grossense e de 75% em Corumbá, o que, em ambos os casos, é um resultado melhor que o registrado no mesmo período de 2019.

No Sul do país, Florianópolis estima uma ocupação de cerca de 75%, enquanto no Paraná, a taxa de ocupação em Foz do Iguaçu e nos pontos mais visitados do litoral paranaense podem chegar a 85%. Na capital, Curitiba, 54% dos leitos disponíveis deverão ser ocupados, ajudando a movimentar a economia local. Já em Porto Alegre, o maior movimento deve ser registrado na região das Hortências, que inclui Gramado e Canela. Otimistas, o setor hoteleiro espera operar com lotação máxima durante o Carnaval.

Por fim, na região Norte, a associação destacou a expectativa dos hoteleiros de Belém, que preveem 90% de ocupação.

O otimismo do setor hoteleiro encontra amparo no resultado de uma pesquisa que a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou nessa segunda-feira (3). De acordo com a entidade, o conjunto das atividades turísticas relacionadas ao carnaval deverá movimentar cerca de R$ 8 bilhões este ano. Comparada a 2019, a cifra representa um aumento real de apenas 1%. Mesmo assim, é o maior volume de receitas desde 2015. O que, segundo a confederação, se deve à gradual, ainda que lenta, recuperação da atividade econômica.

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