Após receber denúncia anônima de que combustível comprado na cidade de Senador Canedo – GO que seria transportado até a Bolívia, estaria sendo descarregado na Capital, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes (SIMPETRO-MS), encaminhou um ofício ao superintendente de Administração Tributária do Estado de Fazenda, Lauri Luiz Kener.
No oficio, o Sindicato pede para que a Superintendência investigue a veracidade das informações contidas no áudio e também a identidade da pessoa que gravou, já que ela não se identifica.
A pratica é criminosa, no áudio, o denunciante informa que quando passava por um posto de combustíveis próximo à Miranda, percebeu que havia um caminhão boliviano enquanto abastecia. O homem desceu e foi conversar com o motorista do caminhão que, segundo ele, era da cidade boliviana de Puerto Quijarro.
Ainda conforme o áudio, após alguns minutos de conversa o denunciante perguntou ao motorista se aquela gasolina era a de R$ 1,59, lá de Goiania, que a Bolívia vem comprar no Brasil. O motorista informou que o combustível já havia sido descarregado em Campo Grande e que iria até a Bolívia apenas para trocar a nota fiscal.
Concorrência desleal
Segundo o Simpetro, o problema é gravíssimo e afeta diretamente o Governo do Estado e os revendedores. Ainda segundo o sindicato, mais de 30 postos foram fechados por problemas financeiros.
A suspeita é que empresários da Capital se passam por compradores bolivianos, compram o combustível em Senador Canedo, mas o produto não chega ao destino final que é a Bolívia, sendo descarregado em Campo Grande. Assim, eles compram por preço menor e comercializam por um preço bem mais em conta, prejudicando os concorrentes.
Gasolina mais barata para a Bolívia
Em nota, a Petrobrás diz que possui um contrato vigente para a comercialização de gasolina com a empresa boliviana YPFB, a empresa paga mais barato e sem tributos.
Veja a nota:
“A Petrobras informa que possui um contrato vigente para a comercialização de gasolina com a empresa boliviana YPFB e que os preços médios de exportação para a Bolívia estão alinhados ao preço da venda no mercado interno em Senador Canedo (GO), sem tributos.
A própria YPFB arca com os custos logísticos para transportar a gasolina até a Bolívia, assim como os eventuais impostos para a nacionalização do produto no país.
Sobre a gasolina comercializada no Brasil, incidem impostos federais, estaduais, tais como CIDE, PIS/COFINS e ICMS. No caso de Senador Canedo, os tributos podem aumentar o valor do produto vendido em mais de 100%.
Portanto, não cabe a comparação entre os preços de exportação e preço final de venda no mercado interno.”
Ouça o áudio:
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