Menu
Busca sexta, 13 de dezembro de 2019
(67) 99647-9098
TJMS Dezembro-19
Geral

Temendo nova ruptura de barragem, Brumadinho cobra ações de empresa

Prefeitura teme nova tragédia, similar a que ocorreu em janeiro desse ano

13 agosto 2019 - 16h30Rauster Campitelli, com informações da Agência Brasil

A prefeitura de Brumadinho (MG) realizou ontem (12) uma reunião com a Emicon Mineração e Terraplanagem, empresa responsável por uma barragem de rejeitos minerários, e cobrou medidas para minimizar os riscos de uma nova tragédia, similar a que ocorreu no município em janeiro desse ano, quando a ruptura de uma barragem da Vale provocou mais de 200 mortes. A estrutura em questão está abandonada.

Entre as reivindicações apresentadas, está a realização de uma avaliação técnica sobre a estabilidade da barragem e a elaboração de um plano para evacuar moradores do entorno. "Um levantamento inicial aponta para a remoção de apenas nove famílias que vivem na área rural da região dos Quéias e que não há nenhum risco para moradores de áreas urbanas de Brumadinho", disse o município em comunicado oficial.

O texto frisa que a justiça já determinou a evacuação, decisão ainda não cumprida pela mineradora. Além de agentes da prefeitura e de diretores da empresa, a reunião contou ainda com representantes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), da Agência Nacional de Mineração (ANM), da Defesa Civil de Minas Gerais e das polícias Civil, Militar e Ambiental.

Também participaram do encontro profissionais da Arteris, concessionária responsável pela administração da Rodovia Fernão Dias, que passa próxima à estrutura. O MPMG é o autor de uma ação civil pública que levou à decisão judicial citada no comunicado do município.

Em maio de 2019, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) atendeu parcialmente os pedidos formulados no processo e determinou que a Emicon se abstivesse de lançar novos rejeitos na estrutura, elaborasse em três dias um plano para garantir sua estabilidade, contratasse uma auditoria técnica independente para avaliar as medidas de reparo e implantasse sinalização das rotas de fuga e um sistema de alerta sonoro.

"Se faz necessário prevenir, neutralizar e se mitigarem os riscos sociais e ambientais acima relatados, decorrentes da insegurança e instabilidade da estrutura de contenção de rejeitos existente no Complexo Minerário acima especificado", escreveu o juiz Rodrigo Heleno Chaves.

Em nota, o advogado Gustavo Alvarenga, que representa a Emicon, informou que a mineradora "irá cumprir a decisão judicial e removerá as pessoas potencialmente afetadas, ainda que barragem não esteja em eminente risco". Ainda segundo ele, "a empresa há tempos passa por uma situação societária e que somente mais recentemente o seu co-administrador judicialmente nomeado, Sr. Sérgio Lúcio, pôde tomar ciência de tudo que é necessário ser feito".

PMCG - Cidade do Natal

Deixe seu Comentário

Leia Também

Geral
Sexta-feira começa sem cancelamentos e atrasos no aeroporto
Geral
Pintor fica pendurado no 17º andar de prédio central
Geral
Durante inauguração, Azambuja destaca política de incentivo à energia limpa
Geral
OAB homenageia desembargador Marcos Brito
Geral
Limite de saque imediato do FGTS passa para R$ 998
Geral
Procon-MS faz plantão na rodoviária para ver se empresas cumprem lei
Geral
Vídeo – Luciano Hang "flagra" mulher furtando na Havan de Dourados
Geral
Novo núcleo industrial será instalado no MS
Geral
Justiça determina que PRF volte usar radares móveis em rodovias
Geral
Campanha Nome Limpo termina nesta sexta-feira

Mais Lidas

Geral
Sexta-feira começa sem cancelamentos e atrasos no aeroporto
Educação
Inep divulga resultado da prova de proficiência em português
Geral
Pintor fica pendurado no 17º andar de prédio central
Cidade
Familiares continuam as buscas por pedreiro desaparecido no domingo