A defesa do médium goiano João Teixeira de Faria, o João de Deus, afirmou, em nota divulgada nesta sexta-feira (14), que ainda não teve acesso aos depoimentos prestados por parte das centenas de mulheres que afirmam serem vítimas de abusos sexuais cometidos pelo médium ao longo de anos.
“Na última segunda-feira (10), estivemos no Ministério Público estadual, em Goiânia, para obter cópias dos depoimentos prestados pelas vítimas e amplamente noticiados pela imprensa. O pedido foi negado sob o argumento da preservação do sigilo”, afirmam os advogados Alberto Toron e Luisa Moraes Abreu Ferreira na nota divulgada poucas horas após a Justiça de Goiás acatar o pedido do MP estadual e determinar a prisão preventiva do médium.
“É inaceitável a utilização de pretextos e artifícios para se impedir o exercício do direito de defesa. Sobretudo no que diz com o direito básico de se aferir a legalidade da decisão mediante a impetração de habeas corpus”, acrescentam os advogados, afirmando que nem mesmo o número do processo, que corre em segredo de Justiça por se tratar de crime sexual, foi informado à defesa.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Diretor do BC diz à PF que Master tinha só R$ 4 milhões em caixa

Gerente dos Correios é preso em flagrante por furto de mercadorias

Justiça de Paranaíba condena homem a 23 anos de prisão por estupro de vulnerável

Trabalho escravo e tráfico de pessoas fazem Justiça registrar alta histórica em 2025

TJMS revoga prisão de investigado por suposto estupro de vulnerável

Acusado de homicídio por espancamento em Campo Grande é condenado a 10 anos de prisão

Decisão sobre instância do caso Master sairá após inquérito, aponta Toffoli

TJ vê inconsistências em versões e absolve homem condenado por estupro em Ivinhema

Justiça declara nulo ato que efetivou Marquinhos Trad na ALEMS sem concurso público

João de Deus teve prisão pedida pelo MP-GO (Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil)



