A Comissão da Anistia nomeou, pela primeira vez desde a redemocratização do país, uma conselheira indígena para auxiliar a discussão, avaliação e julgamento dos casos de perseguição aos povos indígenas durante a ditadura militar.
Além da indicação inédita da advogada Maíra de Oliveira Carneiro, indígena da etnia pankararu, o colegiado contará, pela primeira vez, com uma mulher na presidência, a advogada Eneá Stutz. Além disso, um civil representará o Ministério da Defesa, o advogado da União Rafaelo Abritta.
À coluna Blog do Noblat, do Metrópoles, Eneá Stutz explicou que a integração de uma indígena na comissão fará diferença e trará justiça.
“Sempre tivemos uma certa dificuldade com essa temática porque nunca tivemos indígenas na comissão. Sempre a perspectiva dos brancos. E, veja, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) chegou ao número de 8 mil indígenas assassinados e a referência que temos é de que, até hoje, são 434 os mortos e desaparecidos pela ditadura. É um absurdo nuca termos conseguido dar voz a esses povos, o que esperamos alcançar agora, com uma conselheira indígena na comissão”, explicou.
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