Depois de ter sido alvo de decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) que, por 16 votos a 2, abriu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD), o juiz aposentado Odilon de Oliveira emitiu uma nota esclarecendo os pontos do processo.
Odilon é alvo de mais um PAD que, desta vez, vai apurar sua conduta quando era titular da 3ª Vara Federal Criminal da Subseção de Campo Grande. Na nota, o ex-candidato a governador de Mato Grosso do Sul transparece tranqüilidade em relação ao procedimento e finaliza que “tem a consciência do dever cumprido”.
Leia na íntegra:
“A imprensa está abordando matérias já superadas, ultrapassadas, vencidas. O que no Tribunal Federal existe é um procedimento cuidando de verificar a regularidade ou não na doação de bens e valores a entidades caritativas, como o Hospital São Julião, que, desde 1.941, trata pacientes com hanseníase, e o Hospital Nosso Lar, que, desde a década de 1.930, interna e trata pessoas com doenças mentais graves, além de cessão de veículos a órgãos públicos, como a polícia federal.
O outro ponto remanescente se refere ao fato de um servidor conhecer o número de uma senha funcional do juiz. Só isto, e nada de desonestidade. As questões iniciais, a exemplo da que a imprensa cita, foram sendo depuradas e descartadas, em favor do juiz, restando essas duas que narrei. Zelando pela transparência, o Tribunal Regional Federal tem o dever de apurar qualquer reclamação ou notícia em relação a qualquer magistrado. E isto só é possível através de processo administrativo, pois vivemos numa democracia.
O que menos me incomoda na vida é essa atitude por parte do Tribunal e o que mais me pacifica a alma é a consciência do dever cumprido, em relação ao povo de Mato Grosso do Sul e ao Brasil.
Odilon de Oliveira.”
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Odilon de Oliveira, juiz aposentado e ex-candidato a governador de Mato Grosso do Sul (Reprodução)



