A Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) divulgou, nesta quinta-feira (4), uma nota oficial onde dão detalhes, por meio de estudo técnico realizado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), sobre as origens dos incêndios que assolam o Pantanal.
Segundo a entidade, a “grande maioria dos pontos iniciais de incêndio encontravam-se próximos a rios navegáveis, próximos a estradas vicinais e alguns deles estavam em áreas isoladas de qualquer outra possível causa externa”.
A nota detalha que o estudo técnico realizado pelo MPMS vai de encontro com o posicionamento já adotado pela Acrisul, que se baseou em estudos da Organização não Governamental (ONG) SOS Pantanal, que aponta as margens dos rios Paraguai e Paraguai Mirim como origem dos incêndios.
Ainda conforme a entidade, os estudos apontam que “o produtor rural pantaneiro é maior interessado em preservar o ecossistema”, já que os incêndios “vem na contramão de seus interesses” ao causar “impacto na biodiversidade, afetando a atividade econômica como um todo”.
Confira a nota da Acrisul na integra:
A Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul) vem a público, através da presente NOTA OFICIAL, informar que através de estudo técnico realizado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, constatou-se que a grande maioria dos pontos iniciais de incêndio encontravam-se próximos a rios navegáveis, próximos a estradas vicinais e alguns deles estavam em áreas isoladas de qualquer outra possível causa externa.
A constatação vem de encontro com posicionando adotado por esta entidade que, com base em estudos da ONG SOS Pantanal, já vinha afirmando que a origem dos incêndios no bioma tinha como origem atividade às margens dos rios Paraguai e Paraguai Mirim.
O trabalho de identificação dos locais iniciais de incêndios é feito pelo MP por meio de imagens de satélite e, desta forma restou demonstrado que não há nenhuma relação entre desmatamento e os incêndios, sem origem com a produção sustentável desenvolvida na região.
Mostra, também com isso, que o produtor rural pantaneiro é maior interessado em preservar o ecossistema, uma vez que a presença dos incêndios vem na contramão de seus interesses, já que tem impacto na biodiversidade, afetando a atividade econômica como um todo.
A responsabilidade do produtor rural, em desenvolver uma atividade completamente em harmonia com o Pantanal é que tem garantido que 87% desse bioma permaneça totalmente preservado, mesmo com a presença humana na região por mais de 300 anos.
A Acrissul vai continuar vigilante na defesa dos interesses dos produtores pantaneiros, auxiliando e orientando do que for necessário, juntamente com as autoridades e o Poder Público que vêm atuando de maneira exemplar no combate aos focos de incêndio.
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