Em Deodápolis, uma mãe está indignada após descobrir que a filha, de 15 anos, teria sido agredida por um professor de uma escola da rede estadual. Em declaração à reportagem, a mãe afirmou ter acionado as autoridades competentes em busca de providências.
Segundo o relato, a adolescente denunciou ter sido atingida com um tapa no rosto pelo docente. A mãe informou que procurou a direção da escola, além da Polícia Civil e do Conselho Tutelar, para registrar a situação e solicitar apuração dos fatos.
A agressão teria ocorrido na quarta-feira (25/3). De acordo com documentos, momentos antes o professor também teria atingido outro aluno, possivelmente acreditando que não haveria consequências.
Ainda conforme a mãe, os óculos da estudante ficaram danificados após o ocorrido. A adolescente teria procurado a coordenação da escola para relatar o caso, mas, segundo a família, foi orientada a tratar o assunto em “sigilo”, o que aumentou a indignação da mãe ao tomar conhecimento da situação.
Além da denúncia de agressão, um documento também aponta que o professor, durante as aulas, supostamente utiliza falas consideradas inadequadas, com conteúdo de ódio e manifestações preconceituosas direcionadas a alunos.
Diante da situação, a mãe pede a abertura de uma investigação e o afastamento do professor enquanto as apurações estiverem em andamento. Ela afirma que a filha não se sente segura para frequentar a escola enquanto o docente permanece em atividade. A mãe também solicita que outros alunos sejam ouvidos durante a investigação.
“Além de ser um homem agredindo uma mulher, uma menor, um professor, isso é crime. Eu não aceito esse tipo de pessoa dando aula para minha filha. Porque, se ela fez algo errado, ela tem que ser punida, mas não. Eu nunca bati na cara da minha filha, eu não aceito”, desabafou.
Procurada pela reportagem, a SED (Secretaria de Estado de Educação) informou, em nota, que “está averiguando os apontamentos, bem como os procedimentos adotados. O caso é acompanhado pela Coordenadoria Regional de Educação de Dourados (CRE-5)”.
A reportagem apurou a existência do boletim de ocorrência, mas as informações não podem ser divulgadas, sob a justificativa de que os fatos estão em apuração e em sigilo por envolver uma adolescente. Nem mesmo a vítima teve acesso a uma cópia do documento.
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Escola Estadual 13 de Maio - Foto: Ilustrativa 



