A Justiça condenou um homem a 32 anos, 10 meses e 23 dias de prisão por manter a companheira e as filhas em um ciclo de violência que se estendeu por cerca de duas décadas, em Campo Grande. A sentença reconheceu crimes de tortura, estupro de vulnerável, violência psicológica e lesões corporais.
De acordo com denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), as agressões começaram em 2005 e se prolongaram até abril de 2025, no bairro Jardim Colibri. As vítimas relataram violência física, sexual e psicológica, além de atos de tortura com uso de objetos como martelo, mangueira e raquete elétrica.
Segundo o processo, a mulher era mantida sob vigilância constante por câmeras, isolada socialmente e ameaçada de morte. Em 2010, o réu praticou estupro de vulnerável ao se aproveitar do momento em que a vítima dormia. Já em 2021, foi reconhecido estupro mediante violência, após constrangimento sob acusação de traição.
As filhas do casal também foram consideradas vítimas diretas de violência psicológica, submetidas a ameaças e castigos humilhantes, além de presenciarem as agressões contra a mãe. Depoimentos das vítimas e testemunhas foram considerados firmes e coerentes pela acusação.
A sentença foi proferida pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande e fixou o cumprimento da pena em regime inicial fechado, além de 54 dias-multa.
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