Polícia Civil não divulgou nomes dos envolvidos e disse que a investigação segue sob sigilo (Garras)Nove pessoas foram presas por envolvimento no furto de 101kg de cocaína da delegacia de Aquidauana (MS). A droga estava guardada em um depósito que fica na unidade, próximo às celas. O crime aconteceu no dia 10 de junho e, segundo a polícia civil, não há nenhum policial entre os presos – sete homens e duas mulheres, entre elas uma advogada. As prisões são preventivas, temporárias e em flagrante. A Polícia Civil não divulgou nomes e informou que a investigação segue sob sigilo.
A Corregedoria da Polícia Civil instaurou inquérito para apurar se houve "algum tipo de facilitação". Todos os presos serão transferidos para Campo Grande. Segundo as investigações, a delegacia foi arrombada. Após o ocorrido, delegado titular, Eder Oliveira Moraes, foi transferido para delegacia na cidade de Selvíria (MS).
Na terça-feira (11), a casa da advogada Mary Stella foi revistada pela Polícia Civil. A ação foi acompanhada pelo presidente da 3ª subseção da OAB/MS de Aquidauana, Vinícius Mendonça de Britto. O imóvel passou por nova vistoria no sábado (15), quando a ação dos policiais teve a participação da Corregedoria da Polícia Civil, OAB e da defesa de Mary Stella.
Questionado sobre o caso, o presidente do Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis do Mato Grosso do Sul), Giancarlo Miranda, disse que o sindicato está acompanhando a situação. “Delegacia não pode ser um local para custodiar droga, até em razão da falta de segurança para isso. O que sugerimos para a Secretaria de Segurança Pública é que, logo que a drogas sejam apreendidas e sejam confirmadas suas composições químicas, elas sejam incineradas”.
Muitas vezes, segundo Giancarlo Miranda, grandes quantidades de droga são apreendidas e ficam em salas ou mesmo corredores de delegacias, locais inapropriados para o armazenamento das mesmas. Sobre a utilização de câmeras de segurança nas delegacias, o presidente do Sinpol-MS diz que várias possuem o equipamento, mas não é possível afirmar sobre o caso de Aquidauana. “É uma questão de estrutura, que envolve toda a polícia civil de Mato Grosso do Sul, por isso a gente sempre reivindica melhorias”.
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