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Política

André fala a empresários paulistas sobre potencial e incentivos em MS

01 setembro 2011 - 09h43

O governador André Puccinelli falou nesta quinta-feira a pelo menos cem empresários de Ribeirão Preto (SP) e participou de painéis, além de visitar estandes de feira do setor sucroenergético. Acompanhado do prefeito de Dourados, Murilo Zauith, ele disse aos empresários que os incentivos fiscais partem de 63% até 90%. Segundo o governador, os incentivos fiscais normais do Estado partem de 67% para as empresas de interesse do Estado e chegam até 90% para aquelas cuja área de atuação ainda não existe.

Entre as áreas de interesse do Estado está o setor sucroenergético. O governador disse ainda que o Estado isenta de ICMS a importação de equipamentos que não são fabricados no Brasil a serem utilizados na montagem das fábricas. André também falou do licenciamento ambiental, que segundo ele, é um processo rápido em Mato Grosso do Sul. "Licença ambiental lá funciona e lá entregamos antes do prazo", disse o governador.

Em Dourados, além dos incentivos do Estado, os empresários contam com isenção de IPTU e ISSQN, oferecidos de acordo com cada projeto específico, e até doação de terreno. O encontro de empresários foi organizado pelo Grupo Personality, cujo presidente é Alexandre Dias Moreira. André e Murilo também foram recepcionados pela prefeita de Ribeirão Preto Darcy Vera e pelo prefeito de Sertãozinho Nério Garcia da Costa.

Sertãozinho - Com 23 usinas instaladas e moagem de 36,8 milhões de toneladas anuais de cana de açúcar, Mato Grosso do Sul mostra que a bioenergia está em pleno desenvolvimento. Essa nova realidade do Estado foi apresentada pelo governador André Puccinelli a jornalistas durante a XIX Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira (Fenasucro) e a IX Feira de Negócios e Tecnologia da Agricultura da Cana-de-Açúcar (Agrocana) em Sertãozinho (SP).

Puccinelli participou como um dos debatedores dos paineis "Ações para que o setor sucroenergético volte a crescer" e "Investimentos, crédito, posição governamental, redução de custos de produção, logística e incentivos governamentais", realizados na sala de imprensa do evento.

"Somos um Estado novo e dentro da diversificação da matriz econômica que estabelecemos como uma das prioridades logo quando assumimos em 2006, está o setor sucroenergético. Os [setores de] investimentos não são somente carne e grãos. Agora estamos investindo em outros setores", disse André aos jornalistas.

A expectativa é que o Estado alcance a produção de cinco bilhões de litros de etanol. Com 2,5 bilhões de litros, o Estado já vai viabilizando o projeto de construção de um alcoolduto que interligará as regiões produtoras aos centros consumidores e ainda aos portos de exportação como o de Paranaguá, no Estado do Paraná.

No Estado já estão em operação pelo menos 23 usinas; cinco estão em fase de instalação e 12 com projetos de incentivos fiscais já aprovados. Os investimentos no setor geraram mais de 20 mil empregos em Mato Grosso do Sul.

Perguntado sobre quais os atrativos de Mato Grosso do Sul para a instalação de usinas, Puccinelli destacou diversos fatores como a vantagem do Estado contar com terras férteis e clima favorável para a cultura da cana de açúcar. "Temos mais percentuais de terras aptas para o cultivo", justificou.

O Estado conta com terras competitivas com áreas 100% mecanizadas e de fácil acesso. A área plantada dobrou – eram 200 mil hectares em 2006, e em 2011 já contabiliza 432 mil hectares. Com o desenvolvimento do setor agroenergético, a moagem da cana saltou de 16 milhões de toneladas/ano para 36,8 milhões de toneladas. A safra que em 2006 era de 575 mil toneladas de açúcar, com os incentivos do Estado para a atração de indústrias deslanchou para 1,5 milhão de toneladas. Já a produção de etanol que no ano de 2006 era de 433 milhões de litros, hoje já alcança 2 bilhões de litros.

Diferencial - "O nosso diferencial está na qualidade da terra e nos incentivos fiscais e tributários", destacou Puccinelli respondendo à pergunta sobre o porquê investir em Mato Grosso do Sul. De acordo com André, a administração atual adotou a posição de incentivo fiscal e tributário com créditos presumidos e também outorgados que torna o Estado um atrativo para diversos setores, especialmente o de agroenergia.

André Puccinelli fez questão de destacar que a atração de novas indústrias para o Estado se pauta pelo contato direto e um bom nível de conversas com os potenciais investidores. "Chamamos isso de diálogo e determinamos à nossa secretária de Produção [Tereza Cristina Correa da Costa] que procure os setores e dialogue com eles. Nós, em Mato Grosso do Sul, dialogamos para não perder a atratividade de empresas", reiterou. "Temos um governo bem intencionado e que quer o crescimento. O diálogo e as facilidades são o sucesso do Estado", completou a secretária estadual de Produção.

Ousadia - O prefeito de Sertãozinho, Nério Costa, elogiou na manhã de hoje, a iniciativa do governador André Puccinelli não só por apresentar Mato Grosso do Sul para atrair investidores, mas por ser parceiro do setor produtivo. "Admiro o governador pela iniciativa ousada e o pensamento grande. Ele sai na frente mostrando que o Estado é parceiro do setor", ressaltou.

Conforme Nério Costa, buscar novos investidores na cidade de Sertãozinho não significa tirar uma empresa da região mas otimizar o desenvolvimento do setor. O objetivo com a atração de indústrias, principalmente no setor sucroenergético, é conseguir atender o mercado interno e externo. "Precisamos olhar grande para o potencial produtivo e atender esse país que vem crescendo", concluiu.

Fenasucro & Agrocana - A cidade de Sertãozinho deve receber até amanhã (02) pelo menos 30 mil pessoas, vindas de 40 países. Um total de 450 expositores ocupa uma área que supera 58 mil metros quadrados.

Participam da feira os principais fornecedores de produtos ligados às áreas de serviços, automação e instrumentação, elétrica, caldeiraria e mecânica pesada, química e derivados, e energia, entre outros, ligados à produção de açúcar, álcool e energia a partir de biomassa. Os visitantes também têm a oportunidade de conhecer máquinas e equipamentos para a agricultura da cana-de-açúcar.

Na edição de 2010, o evento recebeu um público superior a 33 mil visitantes, além de atingir um montante de negócios de mais de R$ 2,4 bilhões

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