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Política

Citados em delação rebatem acusações

22 maio 2017 - 14h01Redação

Após a divulgação da delação completa de Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, que detalha um “esquema de propinas” durante as últimas três administrações estaduais de Mato Grosso do Sul, os ex-governadores Zeca do PT e André Puccinelli e o governador Reinaldo Azambuja rebateram as acusações.

Zeca

Por meio de nota oficial, o deputado federal Zeca do PT negou qualquer recebimento de propina enquanto era governador de Mato Grosso do Sul. Seu nome foi citado durante delação premiada do dono do JBS, Wesley Batista.

A nota destaca que o deputado não teme a delação do empresário Wesley, pois tem a convicção que nunca pediu e não tem conhecimento de alguém que tenha recebido propina em seu nome.

Em seguida, Zeca salienta que quer provas a respeito do que foi relatado durante a delação e conclui dizendo que confia na justiça e tem certeza de que ela saberá distinguir a verdade.

 André

Também acusado de participar de esquema de recebimento de propina em troca de incentivos fiscais, o ex-governador André Puccinelli (PMDB) afirmou que as declarações de Wesley e Joesley Batista são totalmente inverossímeis.

“Oras, se declaradas na prestação de contas para quase todos os candidatos de 2014, podemos concluir que os senhores Joesley e Wesley mentiram para o Brasil, para Mato Grosso do Sul e também para outros estados brasileiros.

“As contribuições foram oficiais através de bancos documentadas e agora estão os criminosos em liberdade”, disse sobre os irmãos. O ex-governador afirmou que os valores supostamente entregues de propina ultrapassariam os valores de incentivos fiscais recebidos do ICMS, dando a entender que “não compensaria”.

Segundo a delação homologada no STF (Supremo Tribunal Federal) o empresário Wesley Batista afirmou que Puccinelli também teria recebido propina em troca de incentivos fiscais, porém negociando por meio de operadores que seriam André Cance e Ivanildo Miranda.

Reinaldo

Segundo o relatório do STF, o delator Wesley Batista afirmou que Reinaldo foi o primeiro governador a negociar diretamente os supostos esquemas de propinas, diferente de seus antecessores.

O empresário afirmou durante o depoimento que foi gravado em vídeo, que Reinaldo teria recebido R$ 10 milhões em espécie, sem intermediários. “O próprio governador tratava comigo. O Boni ia lá no palácio do governo em Campo Grande. Essas notas, o Boni pegou em mãos com o governador e processou o pagamento”, citando ainda uma nota de R$ 12,9 milhões em nome de Buriti Comércio, que teria sido emitida em 2015.

Na delação assinada por ele, o empresário finalizou que foram pagar propinas em espécie no valor de não menos de R$ 30 milhões além de propinas adicionais para terceiros indicados por Ivanildo em valor que chega próximo de R$ 90 milhões.

Reinaldo negou todas as acusações e emitiu nota via assessoria de imprensa onde se colocou a disposição da justiça.

“Em relação à declaração de que recebi aproximadamente R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) dos empresários, informo que o valor exato é de R$ 10.500.000,00, (dez milhões e quinhentos mil reais) repassados pelo PSDB nacional e que constam regularmente declarados na prestação de contas eleitoral de minha candidatura em 2014”, garantiu.

O governador reiterou ainda que apoia a investigação. “Apoio integralmente às investigações, e me coloco à disposição para apresentação de todo e qualquer documento ou esclarecimento que contribua com a elucidação total dos fatos”.

Amapil

Citada na delação dos proprietários da JBS pela pratica de emissão de notas fiscais falsas, a empresa Amapil Táxi Aéreo divulgou nota informando que todos os procedimentos se referem a voos devidamente realizados, contabilizados e declarados aos órgãos competentes.

A empresa acrescentou que a JBS já é cliente de longa data da empresa Amapil e reforça que aguarda a intimação das autoridades competentes, para que preste os esclarecimentos necessários, e entregas de todos os documentos hábeis a comprovar a efetiva prestação de serviço relacionada às notas fiscais as quais foi mencionada na delação da JBS.

Márcio Monteiro

O secretário estadual de Fazenda, Márcio Monteiro, também citado na delação dos irmãos Batista por ter emitido nota fiscal de venda de gabo bovino, sem a efetiva entrega do produto, esclarece, por meio de nota, que realmente vendeu e entregou gado à indústria JBS para abate, assim como fez a outros frigoríficos.

Segundo o presidente do PSDB no Estado, o rebanho é oriundo de sua propriedade rural, localizada em Jardim, e todo o seu patrimônio está devidamente declarado em suas Declarações de Bens, Declaração Anual de Produtor e no sistema de registro de candidatos das eleições de 2014.

“Oportuno ainda esclarecer que não conheço os irmãos Wesley e Joesley Batista; nunca conversei ou encontrei os mesmos, e os desafio a provar os fatos alegados referente à minha pessoa. Sou o maior interessado no aprofundamento das investigações, para que a verdade venha à tona, e estou à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos relacionados aos fatos aqui mencionados”, finaliza Márcio Monteiro.

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