Via G1
O plenário do Supremo Tribunal Federal deve julgar nesta quarta-feira (20) se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode assumir a Casa Civil. Ele tomou posse como ministro em 17 de março, mas o ministro Gilmar Mendes suspendeu sua nomeação no dia seguinte, por meio de uma liminar.
Na decisão, tomada em ação movida por partidos de oposição, Mendes argumentou que o ex-presidente foi nomeado ministro para ter foro privilegiadoo e, assim, tirar as investigações sobre ele das mãos do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal do Paraná. Ministros de Estado têm foro privilegiado – isto é, só podem ser investigados no STF.
No texto da liminar, Mendes determinou ainda que a investigação do ex-presidente fosse mantida com a Justiça Federal do Paraná, mas o pedido foi derrubado no dia 22 de março pelo ministro Teori Zavascki e confirmado pelo plenário do STF no dia 31 de março.
Até que o plenário do Supremo decida se Lula pode ou não assumir o ministério, está à frente da pasta a ministra-substituta Eva Maria Chiavon, que exercia o cargo de secretária-executiva da pasta na gestão de Jaques Wagner, atual chefe de gabinete da presidente Dilma.
Mesmo sem estar oficialmente na Casa Civil, Lula tem atuado, especialmente nas últimas semanas, como articulador informal do governo. Em um hotel em Brasília, ele passou a receber parlamentares e dirigentes partidários a fim de garantir apoio de deputados e senadores ao Palácio do Planalto e, especialmente, à presidente Dilma.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Romário retoma mandato no Senado após quatro meses de licença

Câmara Municipal de Campo Grande vota três projetos e dois vetos em sessão desta quinta

ALEMS analisa projeto que cria campanha contra adultização infantil nas redes sociais

Projeto aposta em prevenção com ensino de primeiros socorros

Com serviços essenciais, MS Cidadão ultrapassa 2,4 mil atendimentos

Coronel David defende organização política e filiação ao PL

CPI troca membros, derruba relatório e acirra crise com STF

Deputados discutem atualização de símbolo de idosos

Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório no Supremo






