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Política

Deputados estaduais debatem impeachment

Representantes divergem de opiniões sobre o afastamento de Dilma

25 maio 2016 - 12h15Assessoria ALMS

O processo de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e o governo Michel Temer (PMDB) voltaram a ser debatidos entre os deputados estaduais, durante a sessão plenária desta quarta-feira (25/5). Na tribuna, Pedro Kemp (PT) disse que Temer não tem legitimidade para conduzir o Brasil, considerando as medidas que vêm sendo anunciadas e a alteração da meta fiscal anual – a atual equipe econômica calculou déficit de R$ 170,5 bilhões, rombo muito maior do que os R$ 96,7 bilhões apresentados pelo governo Dilma Rousseff.

“A presidente Dilma pediu para alterar a meta e isso não foi aprovado; ela foi vítima de golpe e ninguém tinha qualquer preocupação com o Brasil e a crise econômica, e agora, com as recentes revelações de gravações, vemos que o governo ilegítimo chegou ao fim”, ressaltou Kemp. Para o deputado, “a irresponsabilidade do Congresso Nacional boicotou o governo Dilma desde o primeiro dia, travando a pauta de votações de medidas que poderiam amenizar os efeitos da crise econômica”. Kemp também ressaltou que sete ministros do governo Temer estão sendo investigados pela Operação Lava Jato. “Um já caiu [Romero Jucá, do Planejamento] , e outros vão cair”, disse. Ele reconheceu que o rito do impeachment está sendo respeitado de acordo com a Constituição, mas analisou que “impeachment sem crime de responsabilidade é golpe”. 

Junior Mochi (PMDB) defendeu a legitimidade das investigações contra a presidente afastada e lembrou que Dilma foi alertada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) quanto à utilização do termo “golpe”. Também avaliou como legítima a gestão Temer. “Não concordo com o termo golpe e, se estamos nessa situação, é por um sistema que foi imposto pelo PT, mas os procedimentos estão conduzidos pelo STF e o Temer assumiu na condição de vice; essa representatividade está prevista para o vice”, explicou o presidente da Casa de Leis. 

Zé Teixeira (DEM) ponderou que PT e PMDB eram aliados de primeira hora e ambos venceram as últimas eleições. “Mas quem fez denúncias? Justamente os associados ao PT, como Delcídio [senador cassado Delcídio do Amaral], Vaccari Neto [João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT] e outros; então, sinceramente, a brasilidade está triste e deprimida”. Para o deputado, não há nem sequer governabilidade para Dilma neste momento. “Quais seriam as condições dela nesse governo de coalizão? Justamente os próprios sócios tiraram o poder dela”, concluiu.

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