O secretário de Governo e Gestão Estratégica de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, disse nesta terça-feira (28) que o combate aos incêndios no Pantanal se tornou uma "operação de guerra". Ainda conforme Riedel, o Governo Federal, por meio dos ministérios da Defesa, do Meio Ambiente e da Agricultura e Abastecimento, vem auxiliando as equipes locais com envio de aeronaves e militares das Forças Armadas, além de agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
As declarações foram feitas em entrevista à rádio Jovem Pan Brasil. O secretário citou a participação de cinco aeronaves: quatro helicópteros e um avião Hércules C-130, que tem a capacidade de levar 12 mil litros de águas por voo. Essas aeronaves trabalham nas ações integradas da Operação Pantanal II, desencadeada no último dia 26. Além dos militares e agentes federais, o trabalho ainda conta com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar Ambiental (PMA) do estado.
N entrevista, o secretário citou o decreto de situação de emergência ambiental na área do Pantanal, por 180 dias, assinado na última sexta-feira (24) pelo governador Reinaldo Azambuja. Riedel, que esteve pela manhã na região verificando a situação, falou que o local é de difícil acesso, o que dificulta o trabalho das equipes.
“Os maiores focos de queimadas acontecem perto de Corumbá e outro mais ao norte, na Serra do Molar. Essa segunda região citada, exige muito das equipes de terra, pois a área é muito remota. Por esse motivo, na sexta, acionamos o ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente; da Defesa, Fernando Azevedo e Silva e do Meio Ambiente, Tereza Cristina. Eles se mobilizaram e mandaram o apoio das Forças Armadas para ajudar nosso efetivo, para que pudéssemos fazer uma frente ampla de combate a esses focos de incêndio”, disse Riedel.
O secretário ainda complementou a informação explicando que “vale lembrar que nesta época do ano a região tem como característica ter estiagem e tempo seco. Existe também muita ventania, o que ajuda na propagação dos focos de queimadas. Neste momento temos mais de 100 homens mobilizados nesta operação, ou seja, é uma operação de guerra. A qualidade do ar em Corumbá é muito ruim, quase não conseguimos pousar, devido a pouca visibilidade. Portanto, essa ação coordenada está sendo muito importante, pois teve um tempo de mobilização recorde”, finalizou.
Confira o vídeo da entrevista completa na integra:
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