A Fiems iniciou uma campanha para pedir à bancada federal de Mato Grosso do Sul o voto contra a recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras) proposta pelo Governo Federal. Inicialmente, a alíquota seria de 0,20%, mas, agora, já é cogitada para chegar a 0,38%, sendo que a divisão ficaria em 0,20% para a União e 0,18% para ser dividido entre os Estados e municípios.
Na última quinta-feira (18), a Fiems apoiou a aprovação, pela Assembleia Legislativa, da moção de repúdio à presidente da República Dilma Rousseff contra a recriação do imposto. De autoria do deputado estadual Paulo Corrêa e subscrita por mais 17 parlamentares, a moção será ainda encaminhada aos senadores e deputados federais da bancada sul-mato-grossense e aos presidentes da Câmara e do Senado Federal, oficializando posição contrária à tentativa de voltar com o tributo.
Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o retorno desse tributo é a gota d’água para o setor produtivo estadual e, nesse sentido, vai buscar o apoio de outras entidades representativas para que juntos possam pressionar os deputados federais a se posicionarem contra a contribuição. Na avaliação dele, o retorno da CPMF é uma vergonha e demonstra que o Governo Federal tenta mais uma vez cobrir o rombo nas contas públicas cobrando impostos da sociedade.
“Esse tributo já foi rejeitado pela sociedade uma vez e nós esperamos realmente que o Congresso Nacional entenda que ninguém aceita mais o pagamento de tantos impostos. A sociedade está deixando hoje de comer para pagar imposto, então, nós entendemos que a CPMF precisa ser rejeitada para atender aos anseios da população economicamente ativa do país”, declarou Sérgio Longen.
Dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) revelam que o brasileiro paga mais de 90 tributos por ano e a maior parte dessa tributação recai sobre o consumo. Na prática, de acordo com o IBTP, em 2015, 41,37% de todo o rendimento que os brasileiros ganharam, em média, foi destinado para pagar impostos, sendo 23,28% sobre o consumo (ICMS, PIS/COFINS, IPI, ISS e IOF), 15,06% sobre rendimento (IR sobre ganho de capital e IR) e 3,03% sobre o patrimônio (IPVA, ITCD e IPTU). E, dependendo do produto, os impostos podem representar até mais de 80% de seu preço final.
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O presidente da Fiems, Sérgio Longen (Imagem: reprodução) 



