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Política

Mara Caseiro diz que fazendeiros foram presos sem provas

23 agosto 2016 - 16h28Assessoria

A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) repudiou nesta terça-feira (23) a prisão de cinco fazendeiros acusados pelo ataque que deixou seis índios feridos e um morto em junho deste ano, no município de Caarapó.

A prisão de Dionei Guedin, Jesus Camacho, Virgílio Mettifogo, Eduardo Yoshio Tomonaga, o “Japonês”, e Nelson Buainain Filho, dono da fazenda Yvu, onde ocorreu o conflito, foi decretada no dia 5 de julho pelo juiz da 2ª Vara Federal em Dourados, Leandro André Tamura, a pedido do MPF (Ministério Público Federal). Todos estão detidos na penitenciária estadual de Dourados.

Segundo Mara Caseiro, as prisões foram efetuadas sem prova, o que fere a Constituição brasileira. Durante a sessão desta manhã, ela leu trechos da moção de repúdio do Sindicato Rural de Dourados que criticam esse e outros pontos.

“A justiça mandou prender pessoas sem provas de autoria, afrontando o princípio constitucional da presunção de inocência, já que até o momento esses produtores figuram apenas como suspeitos", diz um trecho do documento.

Ainda segundo a nota divulgada pelo sindicato, os índios acusados de crimes durante as invasões seguem impunes. "A sensação é que a lei existe apenas para um lado da moeda, enquanto o outro lado pode praticar todo tipo de arbitrariedade e crime sem responder por isso na forma da lei", diz outro trecho.

Mara Caseiro enfatizou que os produtores rurais foram injustiçados, uma vez que tiveram sua terra invadida, seu patrimônio dilapidado, e só estavam agindo em defesa de sua propriedade, princípio constitucional que não vem sendo respeitado em Mato Grosso do Sul. 

“Eu me sinto injustiçada junto com esses produtores. Não podemos fazer justiça cometendo mais injustiças. Deixo aqui minha tristeza e insatisfação com esse país sem lei”, lamentou.

Durante o confronto, ocorrido no dia 14, o agente de saúde indígena Clodioude Aquileu Rodrigues de Souza morreu após ter sido atingido por disparos na barriga e no peito, e seis índios ficaram feridos. A deputada lamentou o ocorrido e culpou mais uma vez o governo federal pela inércia na resolução dos conflitos por terras consideradas indígenas em Mato Grosso do Sul.

A fazenda foi ocupada por indígenas na segunda-feira (13). Os bombeiros foram chamados e pediram apoio da PM para ir até o local, mas os militares acabaram rendidos pelos indígenas por duas horas após o pneu da viatura furar. 

Eles tiveram as armas de fogo e coletes tomados, a viatura queimada e três sofreram ferimentos leves.

A PM e a Polícia Federal negociaram durante toda a tarde para a devolução de três armas que estavam com os policiais quando foram feitos reféns. Mas a negociação não avançou e a PF encerrou as tratativas por questão de segurança.

A equipe foi recebida a tiros e há suspeita de que índios paraguaios estejam entre os indígenas brasileiros. Até o momento, não há informações sobre as circunstâncias da morte do indígena, que atuava como agente de saúde na aldeia.

Vacinne

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