Durante uma entrevista nesta segunda-feira (20), Diana Mondino, principal candidata cotada pelo presidente eleito da Argentina, Javier Milei, para o cargo de ministra das Relações Exteriores, disse que o país cortará as relações com o Brasil e a China.
À agência de notícias russa RIA Novosti, Mondino foi questionada se as exportações e importações com ambos os países, dois dos parceiros comerciais mais significativos para a Argentina, ainda seriam promovidas durante o governo.
“Vamos parar de interagir com os governos do Brasil e da China”, afirmou.
Durante a campanha eleitoral de Milei, o então candidato criticou diversas vezes e fez vários ataques aos dois países. Ele disse que Lula era “comunista”, “ladrão” e “corrupto”, além de afirmar que não se encontraria com o presidente caso fosse eleito para o cargo de presidente da Argentina.
Ele também chamou o Partido Comunista Chinês (PCC) de “assassino”, e afirmou que o povo da China “não era livre”.
Apesar das falas de Diana, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou, na tarde desta terça-feira (21), um texto onde afirma que Brasil e Argentina mantêm uma relação amistosa de cooperação e colaboração em diversos projetos, e afirma que estes não serão interrompidos.
“Devido à recente eleição argentina, peças de desinformação estão repercutindo um falso rompimento diplomático entre Brasil e seu aliado histórico. Esses conteúdos maliciosos estão alegando que o governo brasileiro teria a intenção de retirar investimentos de obras em parceria com o país vizinho. Isso não é verdade”, informou a Secretaria.
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