Menu
Menu
Busca sexta, 17 de abril de 2026
Sebrae IA #2 Abr26
Política

Senadores reduzem intervalo para acelerar sessão que analisa impeachment

09 agosto 2016 - 17h46Agência Brasil

Para tentar dar mais agilidade à discussão sobre a pronúncia da presidenta Dilma Rousseff, no âmbito do processo de impeachment, os senadores fizeram um acordo para reduzir o tempo do intervalo que começou às 18h. Os trabalhos serão suspensos por 30 minutos e não mais por uma hora como estava previsto.

“Pelos cálculos que temos feito, é possível essa sessão transcorrer por no máximo mais sete horas”, explicou o autor da proposta, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). “Queria propor que o intervalo fosse entre 20 e 30 minutos para que pudéssemos equalizar melhor o tempo e encerrarmos ainda nesta noite esta sessão”, completou o senador.

A proposta foi apoiada inclusive por senadores que apoiam a presidenta afastada, como a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Com o intervalo mais curto, a expectativa é que o plenário encerre a votação do relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) até a 0h.

Discursos

Antes do intervalo, os senadores seguiam fazendo discursos favoráveis e contrários aoimpeachment, com tempo de 10 minutos para cada. Um dos pontos mais ressaltados por ambas as partes foram as acusações de que o processo de impeachment configura um golpe de Estado.

“Não nos venham com essa história de golpe. Golpe é quando você tem avião voando, você tem tanque na rua, você tem baioneta exposta. Aqui não tem nada. O que tem aberta é a Constituição brasileira seguida à risca há nove meses e meio. A todo momento, a Constituição é invocada, o regimento é solicitado. Ainda hoje, presidente, vossa excelência [ministro Ricardo Lewandowski] foi provocado, e a nossa obrigação é exercer o nosso papel com moderação para que o Brasil não perca status no contexto internacional das democracias no mundo, para que o Brasil continue, apesar da crise, respeitado como uma democracia”, disse o senador José Agripino Maia (DEM-RN).

Na mesma linha, a senadora Simone Tebet (PMDB-MS) também rechaçou as acusações dos senadores que apoiam a presidenta Dilma. “Golpe? Golpe numa democracia forte e consolidada, com instituições funcionando normalmente, tendo como instância recursal – vigiando, controlando, como deve ser, cada ato do parlamentar daquela comissão – a mais alta Corte Suprema deste país, que é o Supremo Tribunal Federal, que, a todo momento, decidia as questões que eram levadas àquela Corte? Golpe? Não, isso se chama democracia”, criticou.

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) declarou seu voto favorável ao relatório de Antonio Anastasia por considerar que nele estão contidas as provas de que a presidenta afastada cometeu crime de responsabilidade e que seu impedimento ocorrerá dentro da legalidade. “Desde o início desse processo decidi e informei que votaria pelo que fosse o melhor para o Brasil, respeitando as regras da Constituição. Não votaria no que fosse mais simpático para meus amigos, eleitores, leitores, aliados tradicionais ou o mundo intelectual no exterior. Disse que votaria pelo Brasil mesmo que isso significasse um suicídio político, e até mesmo sentimental, mas desde que cumprindo a Constituição”, disse.

Defesa de Dilma

Para o senador Paulo Rocha (PT-PA), no entanto, a aliança política que se formou em apoio ao governo do presidente interino Michel Temer “cheira a golpe” e isso tem sido observado por políticos em todo o mundo. “Nós hoje estamos assistindo a uma maioria parlamentar nascida de uma conspiração contra um governo legitimamente eleito, nascido da vontade da maioria do povo brasileiro. Existe uma aliança política com cheiro a golpe. E há muitos colegas aqui que ficam meio importunados quando a gente fala em golpe”, acusou.

“Mas é uma mistura dessa maioria política que se estabeleceu, e quem diz isso não somos só nós, do PT, só nós que defendemos a questão contra o impeachment, mas o mundo inteiro está a reclamar nos principais meios de comunicação, esta é a verdade que circula: a democracia brasileira está ameaçada”, completou o petista.

Entre as mais ativas defensoras da presidenta, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) subiu à tribuna para mais uma vez alegar que o relatório de Anastasia não comprova que Dilma tenha praticado crime de responsabilidade. “Na verdade, essa casa é política, mas é embasada pela lei. E a Constituição e a lei definem claramente quais são os motivos que podem levar o presidente da República ao impeachment. E os dois motivos de acusação não procedem. Não pela minha interpretação, mas do Ministério Público e dos peritos do Senado Federal”, afirmou.

 

Reportar Erro
UNIMED Corrida - Abr26

Deixe seu Comentário

Leia Também

Ex-jogador anuncia volta ao Senado após 4 meses de afastamento.
Política
Romário retoma mandato no Senado após quatro meses de licença
Câmara Municipal de Campo Grande
Política
Câmara Municipal de Campo Grande vota três projetos e dois vetos em sessão desta quinta
alems direção foto luciana nassar
Política
ALEMS analisa projeto que cria campanha contra adultização infantil nas redes sociais
Projeto aposta em prevenção com ensino de primeiros socorros
Política
Projeto aposta em prevenção com ensino de primeiros socorros
Com serviços essenciais, MS Cidadão ultrapassa 2,4 mil atendimentos
Política
Com serviços essenciais, MS Cidadão ultrapassa 2,4 mil atendimentos
Coronel David defende organização política e filiação ao PL
Política
Coronel David defende organização política e filiação ao PL
Senador Alessandro Vieira (MDB-SE) durante a leitura do relatório final
Política
CPI troca membros, derruba relatório e acirra crise com STF
Foto: Wagner Guimarães
Política
Deputados discutem atualização de símbolo de idosos
O depoimento estava previsto para ocorrer por meio de videoconferência, mas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não entrou na sala virtual.
Política
Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório no Supremo
Foto: Wagner Guimarães
Política
Com brecha no regimento, Assembleia mantém blocos e evita nova divisão

Mais Lidas

Leonir foi preso pelo feminicídio da companheira
Justiça
Preso por matar a ex em Campo Grande, homem briga na Justiça com a filha por bens
Réu João Vitor de Souza Mendes - Foto: Vinícius Santos / JD1 Notícias
Justiça
Pega 44 anos de prisão rapaz que matou 2 crianças inocentes em Campo Grande
Réu João Vitor de Souza Mendes - Foto: Vinícius Santos / JD1 Notícias
Justiça
Em júri, acusado de matar duas crianças pede para não ser julgado pela 'tatuagem'
Horóscopo do dia - Veja a previsão para o seu signo 16/4/2026
Comportamento
Horóscopo do dia - Veja a previsão para o seu signo 16/4/2026