Os casos de coronavírus em Campo Grande são uma preocupação para o Estado, conforme declaração da secretaria adjunta da Secretária de Estado de Saúde (SES), Christinne Maymone na manhã desta quarta-feira (12), durante atualização dos casos da doença no Mato Grosso do Sul.
De acordo com a secretaria adjunta, apesar dos leitos terem um aumento nos últimos dias, há limites para essa expansão. “Não temos fábricas de recursos humanos”, frisou Maymone.
Christinne explica que com o crescimento atual de casos na capital, é provável que até dia 26 de agosto, aniversário de Campo Grande, a cidade já tenha mais de 7 mil casos confirmados no mês. “Se não tomarmos uma medida agora, com certeza daqui há 14 dias, talvez a gente tenha uma situação muito complicada, acima de 7 mil casos novos neste período pela média”, concluiu.
Seguindo os dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) que analisa a evolução da infecção, o número de infecções confirmadas do dia 1º ao dia 31 de julho somaram 8.027 casos e 118 mortes. Já nos primeiros doze dias de agosto, o número foi de 3.353 registro de infecções e 65 óbitos.
Sendo assim, em pouco menos de duas semanas Campo Grande já chegou em agosto, a cerca de 41% de casos confirmados se comparados com os 31 dias do mês de julho. E em total de óbitos, a capital atingiu neste mês cerca de 55% das mortes do mês de julho inteiro.
O mês de julho iniciou com 2.499 mil casos de coronavírus e no dia 12 tinha 4.589, sendo assim foram confirmados 2.090 mil infecções neste período de doze dias. Já o mês de agosto iniciou com 10.587 casos e na data de hoje chegou a 13.940, somando mais 3.353 mil casos em doze dias, que chega a cerca de 160% de confirmações se comparado ao mesmo período do ultimo mês.
Já em número de óbitos, enquanto julho registrou 24 mortes por coronavírus nos primeiros doze dias do mês, agosto já registra 65, tendo o acréscimo de 270% no índice de mortes se comparado ao mesmo período do mês passado.
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Christinne Maymone, secretaria adjunta da Secretária de Estado de Saúde durante atualização da Covid-19 no MS (Reprodução/Internet)



