De acordo com uma pesquisa realizada pela ONG Avaaz, em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), 67% dos brasileiros acreditam em ao menos uma ‘’fake news’’ sobre vacinação, sendo que as mentiras chegam principalmente via redes sociais.
O impacto disso na saúde pública do país é claro quando 57% dos que deixaram de se imunizar recentemente citaram como causa uma informação que os médicos apontam como sendo incorreta.
Embora a maioria dos entrevistados (87%) tenha respondido nunca ter deixado de se vacinar ou de imunizar crianças sob seus cuidados, o índice é preocupante devido ao restante da estatística: os 13% que disseram o contrário representam um contingente superior a 21 milhões de pessoas, contando toda a população acima de 16 anos.
Para o presidente da SBIm, Juarez Cunha, os números explicitam falta de conhecimento prévio para julgar adequadamente o que é correto e o que é incorreto. Após o Ibope apontar indícios de que notícias falsas sobre vacinas influenciam brasileiros, a Avaaz conduziu uma investigação para apurar quais são e de onde vêm essas notícias.
Ao analisar mais de 1.600 links, a ONG indica que quase metade das ‘’fake news’’ é procedente de sites publicados originalmente em inglês, nos Estados Unidos. O site Natural News, por exemplo, é a fonte original de 32% da amostra e representa quase 70% do conteúdo não brasileiro.
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Epidemia de ''fake news'' sobre vacinação (REUTERS/Paulo Whitaker)


