A cobertura vacinal contra a gripe alcançou 45% do público-alvo no país após o "Dia D" da campanha, promovido no último sábado (4). Segundo balanço do Ministério da Saúde, 5,5 milhões de pessoas foram imunizadas no dia de mobilização nacional, totalizando 26,9 milhões de pessoas vacinadas. O público-alvo é de 59,5 milhões e a meta é alcançar 90% de imunização. A vacina está disponível nos postos de saúde e a campanha segue até 31 de maio.
De acordo com o governo, o país conta com 41,8 mil postos de vacinação e 196,5 mil profissionais. Até o momento, os estados com maior cobertura vacinal são: Amazonas (88,8%), Paraná (38,8%), Amapá (72,65%), Espírito Santo (58%), Alagoas (32,2%), Rondônia (54,8%). Os estados com menor cobertura, por sua vez, são: Rio de Janeiro (28,11%) Pará (31,9%), Roraima (34,2%) e Acre (35,2%).
A escolha do público-alvo para a vacinação segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. As puérperas são as que registram maior cobertura vacinal, com 226,6 mil doses aplicadas, o equivalente a 64,3% desse público. Em seguida estão os idosos (52,5%), gestantes (51,2%), crianças (48%) e indígenas (45,1%).
Os grupos que menos se vacinaram foram os profissionais das forças de segurança e salvamento (10,9%), população privada de liberdade (11,9%), pessoas com comorbidades (34,3%), funcionários do sistema prisional (35,8%), trabalhadores de saúde (40,3%) e professores (41,2%).
De acordo com o Ministério da Saúde, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, incluindo pessoas com deficiências específicas, devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Já pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.
A vacina produzida para 2019 protege contra três subtipos graves da influenza (A H1N1; A H3N2 e influenza B).
Números da gripe
Até o dia 20 de abril, foram registrados 427 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza em todo o país, com 81 mortes. O subtipo predominante no país neste momento é o vírus influenza A (H1N1) pdm09, com registro de 213 casos e 55 mortes. O ministério destaca que foram enviados aos estados cerca de 9,5 milhões de unidades do medicamento fosfato de oseltamivir para o atendimento da demanda no ano de 2019. Segundo o órgão, o tratamento deve ser iniciado, preferencialmente, nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas.
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A vacina produzida para 2019 protege contra três subtipos graves da influenza (Agência Brasil)



