Um estudo, realizado por uma consultoria multinacional, classificou o Mato Grosso do Sul com um dos três estados do país considerados zonas de baixo risco para índices descontrolados do novo coronavírus (Covid-19). Também receberam essa classificação os atados do Paraná e Distrito Federal.
A análise foi feita pela Bain & Company e apontou que, um dos pontos que colabora para esse fator, é a baixa densidade habitacional de ambos. "A densidade mais baixa das capitais do Sul e Centro-Oeste e das cidades do interior é um fator que contribui para um perfil de contaminação mais controlado", explicou Ricardo Gold, sócio e líder da empresa.
A pesquisa foi feita no dia 28 de maio, mas o MS vem avançando no número de casos e hoje (16) alcançou o índice de 3.785 casos confirmados e 36 óbitos da Covid-19. Porém, o levantamento lembra que medidas de relaxamento ou reforço do isolamento social adotadas por diferentes estados devem contribuir para a manutenção das atuais taxas de contágio no país nas próximas semanas.
Conforme a consultoria, o estudo classifica o risco de cada estado ante a pandemia como Baixo (verde), Médio (amarelo) ou Alto (vermelho) (confira no mapa abaixo), levando em conta a taxa de contágio (R0) e a taxa de ocupação de leitos de UTI destinados ao Covid. Essas duas métricas são importantes: hoje, elas são as mais usadas pelos governos estaduais para tomar decisões de flexibilização ou reforço das medidas de isolamento social.
"Os estados tentam balancear medidas de controle da doença com a reabertura econômica, o cenário que se desenha é o de um platô: um número estável de casos e nível de ocupação das UTIs relativamente alto, mas controlado. Alguns estados, que antes estavam na zona verde, relaxaram as medidas e viram seus números piorarem nas últimas duas semanas. Por outro lado, outros estados em situação crítica apertaram as restrições e saíram da zona vermelha também para a amarela. A tendência nas próximas quatro a seis semanas é que estados continuem alternando medidas de reabertura e reforço para se manter nesta zona amarela, com a abertura econômica pautada pela situação da doença controlada", finalizou Gold.

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Um dos pontos que colabora para esse fator é a baixa densidade habitacional, releva pesquisa (PMCG/Divulgação)



