A Santa Casa de Campo Grande anunciou na tarde desta quarta-feira (10), a restrição de atendimentos apenas a casos de emergência e urgência a partir da 00h desta quinta-feira (11), devido à falta de recursos financeiros provindos do contrato com a prefeitura para a compra de materiais e medicamentos hospitalares.
Além dos medicamentos, o Hospital também informou, durante coletiva de imprensa, que o salário de médicos terceirizados, fornecedores e pessoas Jurídicas também está atrasado. De acordo com o superintendente da Gestão – médico hospitalar, Luiz Alberto Kanamura, a Santa Casa vem, nos últimos dois meses, sofrendo uma sobrecarga de paciente em decorrência das portarias nas normas do coronavírus. “Nós estamos atendendo boa parte dos pacientes de outras unidades o que tem gerado uma sobrecarga de paciente e consequentemente de insumos que teve um aumento em torno de 23% nos últimos três meses, que gerou um déficit no hospital e uma dificuldade maior ainda de honrar com as folhas de quem presta o serviço, de manter materiais medicamentos e situações mínimas de atendimento’, declarou o médico.
Conforme Kanamura, a decisão de restringir o atendimento é para evitar uma situação de prejuízo e risco para os pacientes que já estão internados que contabilizam 603 pessoas, que dependem no hospital para serem atendidas.
O superintendente explica que os atendimentos serão apenas para situação de emergência, ou seja, com risco eminente de vida e nos casos de urgência aqueles que têm algum risco serão atendidos em até 12 horas, onde será prestado o primeiro atendimento, e se possível o paciente será encaminhado para outra unidade.
Ainda conforme Kanamura a Santa Casa e a Prefeitura de Campo Grande já estão trabalhando para resolver o problema, mas ainda não há resposta definitiva, o que forçou a decisão. A previsão é que a situação no maior hospital do Estado se normalize até o início da próxima semana.
O hospital tem um montante de R$ 18 milhões atrasados do contrato com a prefeitura, desde vencimento do mês de abril, da prestação de serviço do mês de março, segundo informações da diretora de gestão de finanças, Sandra Ortega.
Além disso, Sandra ressalta que o auxílio financeiro emergencial descrito na lei 13.995 de 5 de maio de 2020, onde Governo do Federal, por meio do Ministério da Saúde, que liberou R$ 2,2 bilhões às Santas Casas e aos hospitais filantrópicos, ainda não chegou ao hospital de Campo Grande.
“Seriam R$ 6 milhões do Governo Federal, para a Santa Casa de Campo Grande, onde seria a primeira parcela de R$ 2.7 milhões, e segunda parcela de R$ 3, 8 milhões. Após o recebimento do recurso pela Prefeitura ,ela tinha 5 dias úteis para repassar o auxilio à Santa Casa, a portaria foi emitida uma dia 29 de maio e outra dia 21 e ainda não foi repassada”, alega a diretora, ressaltando que o hospital teve um aumento de custo significativo neste período do ano.
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Superintendente da gestão e médico hospitalar, Luiz Alberto Kanamura e a diretora de gestão de finanças, Sandra Ortega durante coletiva de imprensa (Sarah Chaves)


