Uma leva de imunizantes conhecidos como nova geração de vacinas vem sendo desenvolvidas. Com intuito de reforçar as doses aplicadas contra a Covid-19 no fim de 2020, os exemplares oferecem uma proteção mais duradoura e ainda mais abrangente, sendo eficiente contra as novas variantes mais resistentes e também contra outros vírus.
De acordo com a Dra. Margareth Dalcolmo, as vacinas que foram e estão sendo distribuídas no território nacional já não surtem efeitos sobre a nova cepa de Covid. “O norte do Brasil mostrou de uma maneira muito triste, que aquela ideia de imunidade de rebanho estava errada, porque não é doença que confere imunidade de rebanho, o que confere imunidade de rebanho é vacina. Esse termo se aplica a vacina não, a doença”, explica.
Ainda conforme a médica, a existência de novas variantes não é surpreendente, todavia, explana a verdadeira preocupação dos órgãos de saúde. “Tem sido monitorado pela vigilância epidemiológica e genômica no mundo todo, é que podem surgir sim variantes e sub-variantes”.
Ela ainda destaca as variantes que já circulam e possuem um escape vacinal preocupante, como no caso da BQ1, ponto que explica a importância dos imunizantes de segunda geração. “As vacinas que já tomamos e, mesmos nós, todos que já tomamos as quatro doses, não estamos protegidos dessa variante. Na verdade, deveríamos estar sendo vacinados com as vacinas de segunda geração, as chamadas vacinas ambivalentes ou bivalentes, aquelas construídas com proteína ‘spike’ da cepa Ômicron, que dá margem a todas essas variantes”, relata.
Por fim, Delcolmo esclarece que a vacina deveria já estar sendo aplicada no Brasil. “Lamentavelmente ela está submetida, tem um pedido que nós sabemos, de aprovação na Anvisa desde setembro e não sabemos o poque isso não foi aprovado, tão pouco sabemos quanto foi pedido para ser comprado”.
Conforme Margareth o imunizante ambivalente de segunda geração já está sendo aplicado em diversos países. “Essa é a vacina que merecemos, deveríamos estar tomando agora”, conclui.
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Médica Margareth Dalcolmo (Foto: Reprodução/Twitter)


