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Brasil

Bolsonaro diz que não pretende privatizar BB e Caixa

O presidente voltou a rebater medida para desvalorizar o real frente ao dólar

04 dezembro 2019 - 17h26Joilson Francelino, com informações da Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro negou nesta quarta-feira (4) a intenção de privatizar o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal. A declaração foi dada em resposta à uma reportagem publicada ontem (3) pelo jornal O Globo. Segundo o jornal, a equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) estaria fazendo estudos para abrir mão do controle do BB.

"Olha só, eu vi na capa, foi no Globo de ontem, que [...] diz que pessoal começa a estudar privatização do Banco do Brasil. Servidor de terceiro escalão fala aquilo, eu não tenho nada a ver com isso. Eu não tenho como controlar centenas de milhares de servidores no Brasil. Da minha parte, não existe qualquer intenção de pensar em privatizar Banco do Brasil ou Caixa Econômica. Zero", afirmou a jornalistas pela manhã, na entrada do Palácio do Alvorada, residência oficial. 

Sobretaxa do aço

Bolsonaro demonstrou confiança de que o governo conseguirá reverter a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de voltar a sobretaxar as exportações de aço e alumínio do Brasil. O líder norte-americano anunciou a medida em sua conta no Twitter, na última segunda-feira (2).

"Você pode ver, nós importamos etanol deles, eles querem agora, está bastante avançado, mandar trigo pra gente. Agora, somos pobres na história, eu não sei quantas vezes a economia deles é maior do que a nossa, várias vezes, nós estamos com estilingue, os caras estão com uma metralhadora .50. Vejo com um certo exagero o que está acontecendo. Por enquanto, não foi sobretaxado nada, só tem a promessa dele no Twitter", afirmou.

Bolsonaro voltou a negar qualquer medida artificial do governo para desvalorizar o real frente ao dólar. Esse é o principal argumento de Trump para reativar as sobretaxas, já que, segundo ele, a desvalorização do real estaria prejudicando as exportações de agricultores norte-americanos. 

"O mundo está globalizado, a própria briga comercial EUA e China influencia o preço do dólar aqui. Várias vezes o Roberto Campos interferiu vendendo dólares. Não estamos aumentando artificialmente o preço do dólar. E outra coisa, se nós produzirmos menos aço aqui, menos alumínio, que seria natural com a sobretaxa, a energia para fazer isso aí, parte vem dos EUA, poderia ter desemprego na outra ponta", afirmou. 

O presidente brasileiro negou ainda ter ficado decepcionado com o líder norte-americano, com quem mantém boas relações desde o início do governo. "Não tem decepção porque não bateu o martelo ainda. Não é porque um amigo meu falou grosso numa situação qualquer que eu já vou dar as costas pra ele".  

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