Menu
Busca quinta, 27 de junho de 2019
(67) 99647-9098
Brasil

Para Guedes reforma da Previdência não pode ser menor que R$ 1 trilhão

Conforme os cálculos do governo a reforma vai gerar uma economia de R$ 1,165 trilhão em dez anos

20 fevereiro 2019 - 18h59Mauro Silva com Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (20) que o governo federal está aberto a fazer ajustes na proposta de reforma da Previdência enviada ao Congresso Nacional, mas que a economia com as mudanças não pode ser inferior a um R$ 1 trilhão.

"Abaixo de R$ 1 trilhão, você já começa a comprometer o lançamento para as novas gerações, porque nós vamos lançar um regime de capitalização para as novas gerações. Nós precisamos de uma folga, de um impulso fiscal suficiente, ou seja, acima de R$ 1 trilhão”, disse Guedes.

Pelos cálculos de técnicos do governo, a proposta, como foi apresentada, vai gerar uma economia de R$ 1,165 trilhão em 10 anos

O ministro voltou a defender que a reforma apresentada, se aprovada, vai reduzir desigualdades, acabar com privilégios, democratizar a poupança e acelerar o crescimento do país. Guedes classificou a receptividade da proposta entre os governadores como "extraordinária", mas admitiu que poderá haver "acomodação" de sugestões ao longo da tramitação. "Todas essas sugestões estão sendo muito bem recebidas. A nossa solução é abrangente, ampla o suficiente para haver esse espaço de acomodação", ressaltou.

O governador de São Paulo, João Doria, defendeu a essência da reforma e ressaltou o apoio da bancada de parlamentares do estado, a maior do país. "Viemos aqui para reafirmar ao ministro o apoio do governo de São Paulo, da bancada de São Paulo, à reforma da Previdência, na sua essência", disse.

Mudanças no BPC

O ministro da Economia defendeu as mudanças propostas no Benefício de Prestação Continuada (BPC), que será de R$ 400 para quem tiver entre 60 e 69 anos, e de um salário mínimo a partir dos 70 anos, caso a reforma seja aprovada. Atualmente, o BPC é pago para deficientes, sem limite de idade, e para idosos, a partir de 65 anos, no valor de um salário mínimo. O benefício é concedido a quem é considerado em condição de miserabilidade, com renda mensal per capita inferior a um quarto do salário mínimo.

Segundo Paulo Guedes, a redução do valor do benefício até os 70 anos é para desestimular aquelas pessoas que não contribuem para a Previdência. "Nós oferecemos uma facilidade que a pessoa, já aos 60 anos, recebe uma parte do salário mínimo [R$ 400], de forma que quando chegar aos 70 anos, ele recebe o salário inteiro. Isso era para evitar justamente que o brasileiro não contribua, porque o brasileiro pode falar: 'olha, se eu contribuir ou não contribuir, vou chegar aos 65 e ganhar um salário mínimo do mesmo jeito, então eu prefiro não contribuir'", argumentou.

Caso haja resistência quanto ao pagamento de valor inferior a um salário mínimo no BPC, Paulo Guedes disse que a previsão poderia ser retirada, mantendo o benefício apenas a partir de 70 anos, o que geraria uma economia adicional entre R$ 50 e R$ 60 bilhões, segundo ele.

"Isso era uma coisa que nós estávamos pagando, para tornar [o BPC] acessível mais cedo e, ao mesmo tempo, impedir que houvesse pessoas que não contribuíssem, porque se aposentariam com a mesma idade. Então, nós, na verdade, criamos uma facilidade. Se os governadores acharem que isso é ruim, podemos tirar isso, e ganhamos [uma economia de] mais R$ 50 ou R$ 60 bilhões. Nós temos flexibilidade para isso", acrescentou.

Assembleia para todos - junho-19

Deixe seu Comentário

Leia Também

Brasil
Celso de Mello fala sobre drogas em avião da FAB
Brasil
Divulgação de áudios de autoridades é crime, diz Mourão
Brasil
Advogado “tem nojo” de juiz parcial, dispara Fábio Trad
Brasil
Mais de 1,5 mil apostadores levam o prêmio da Quina de São João
Brasil
Presidente volta atrás e revoga decreto de armas
Brasil
Bolsonaro viaja para o Japão nesta terça
Brasil
Vídeo - Idoso passa mal e morre após ganhar carro em bingo
Brasil
Bolsonaro quer vetar lista tríplice para agências reguladoras
Brasil
Governo quer privatizar 16 mil km de rodovias
Brasil
Flordelis presta depoimento sobre a morte do marido

Mais Lidas

Geral
Sorteio dos 602 apartamentos será transmitido pela internet
Polícia
Helder Molina, o “Dom Molina”, morre em Campo Grande
Polícia
Garoto tem cabeça esmagada por caminhão boiadeiro
Internacional
Foto de pai e filha afogados na fronteira mexicana retrata crise migratória