Este ano, o Relatório da OMS tem como foco a cobertura universal de saúde e defende que a realização de mais pesquisas nessa área pode ajudar os governos a avaliar como deve ser a estrutura do sistema e como medir o progresso de acordo com cada situação específica. A instituição revisou pesquisas recentes realizadas por seis países, entre elas, o estudo brasileiro publicado na edição de maio da revista inglesa The Lancet, que revela o impacto do Bolsa Família na redução da mortalidade infantil no país.
O estudo apontou também que o Bolsa Família foi responsável direto pela diminuição de 65% das mortes causadas por desnutrição e por 53% dos óbitos causados por diarreia em crianças menores de cinco anos.
O texto do relatório da OMS destaca que “a transferência de renda condicionada serve como um incentivo financeiro que elimina barreiras econômicas para o acesso à saúde”. Além disso, prossegue o documento, “os estudos realizados em vários países mostram que esses programas podem aumentar a utilização dos serviços de saúde, o que leva a melhores resultados na área”. Ao condicionar a transferência de renda ao cumprimento de contrapartidas de saúde, portanto, esses programas contribuem também para que os países invistam na ampliação da cobertura dos serviços de saúde, buscando a sua universalização.
Relatório
‘As Estatísticas Mundiais de Saúde’ é um relatório anual com base em mais de 100 indicadores de saúde relatados pelos 193 Estados-membros da OMS e outras fontes confiáveis. Esses dados fornecem um quadro instantâneo da situação da saúde global e suas tendências. No entanto, informações de saúde rápidas e precisas são difíceis de obter em algumas partes do mundo, devido à precariedade dos sistemas de informação de saúde de alguns países.
O documento oferece acesso à mais completa coletânea de dados de saúde do mundo, reunindo dados da OMS relativos a todos os programas de saúde e doença. Isso inclui o acesso a mais de 50 bancos de dados e 800 indicadores com análises da situação de saúde e tendências globais, abrangendo temas prioritários de saúde, como a saúde infantil, materna e reprodutiva, as doenças infecciosas, as doenças não-transmissíveis e os fatores de risco, a saúde ambiental, a mortalidade e os custos das doenças, a segurança rodoviária, os sistemas de saúde e a igualdade.Reportar Erro
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