O ministro, Sérgio Moro, continua na Justiça mesmo se o Ministério da Segurança Pública seja recriado, garantiu o presidente, Jair Bolsonaro, nesta quinta-feira (23) antes de embarcar para a Índia, na saída do Palácio da Alvorada. A separação das pastas é uma demanda de secretários estaduais de segurança que não foi descartada pelo presidente.
“Se for criado (o Ministério da Segurança), aí ele (Moro) fica na Justiça. É o que era inicialmente. Tanto é que, quando ele foi convidado, não existia ainda essa modulação de fundir com o Ministério da Segurança”, garantiu Bolsonaro.
A afirmativa do presidente acontece um dia depois do encontro com secretários de segurança pública, onde Bolsonaro prometeu estudar a reformulação da estrutura ministerial. “É comum receber demanda de toda a sociedade. E ontem (quarta-feira) eles (secretários de segurança) pediram para mim a possibilidade de recriar o Ministério da Segurança. Isso é estudado. Estudado com o Moro. É lógico que o Moro deve ser contra, né? Mas é estudado com os demais ministros”, afirmou Jair.
A provável reformulação do Ministério da Segurança seria uma derrota para Moro, pois assim ele perderia suas principais bandeiras como a queda na taxa de homicídios. Além disso, a pasta da Justiça sofreria um esvaziamento, com a saída da Polícia Federal (PF), que hoje responde administrativamente à Justiça.
Conforme o presidente da República, Rodrigo Maia (DEM), que preside a Câmara, é a favor da recriação da pasta de Segurança. “Acredito que a Comissão de Segurança Pública (da Câmara), como trabalhou no passado, também seja favorável. Temos que ver como se comporta esse setor da sociedade para melhor decidir”, concluiu.
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Bolsonaro confirma que não vai tirar Moro da Justiça se houver mudança (Adriano Machado/Reuters)



