O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) cobra medidas imediatas para reduzir a longa fila de polissonografia em Campo Grande, onde mais de 650 pacientes aguardam há anos pelo exame, essencial para diagnosticar distúrbios do sono.
Levantamento da Secretaria Municipal de Saúde mostra que a solicitação mais antiga é de março de 2022, com tempo médio de espera chegando a 70 meses, bem acima do limite considerado aceitável pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap) concentra atualmente a oferta, com apenas nove vagas mensais, número insuficiente frente à demanda reprimida e crescente de pacientes que dependem do SUS para atendimento.
O MPMS requisitou que a Secretaria Municipal de Saúde, a Secretaria Estadual de Saúde e o Humap apresentem soluções para ampliar a capacidade de atendimento, incluindo credenciamento de novos prestadores e avaliação da estrutura existente.
Entre os desafios estão a ausência do exame no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e a falta de classificação ocupacional para o profissional responsável, fatores que limitam planejamento e expansão da rede de atendimento.
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Exames estão parados há anos (Reprodução/MPMS)



