Mais de 25 mil pacientes aguardam por exames na rede pública de Campo Grande, levando o Ministério Público de Mato Grosso do Sul a cobrar medidas para reduzir a fila. O órgão exige a apresentação de um plano de ação com metas e cronograma para enfrentar o problema.
A cobrança ocorre após levantamento apontar longos tempos de espera, que em alguns casos se estendem por anos. Há registros de pacientes aguardando desde 2018 por exames como ressonância magnética com sedação, o que evidencia a gravidade da situação.
Para acompanhar o caso, o MPMS instaurou procedimento administrativo e reforçou a atuação em uma ação civil pública já em andamento. O órgão determinou prazo de até 180 dias para que Estado e município apresentem um plano estruturado, conforme parâmetros do Conselho Nacional de Justiça, que considera excessiva a espera superior a 100 dias.
Apesar de iniciativas como programas estaduais e recursos destinados à área, o Ministério Público avalia que as medidas adotadas até agora não têm sido suficientes para reduzir a demanda reprimida. Dados também apontam baixa oferta de alguns exames, especialmente os relacionados à coluna, diante da alta procura.
O MPMS destaca ainda que a demora no acesso a exames compromete o início de tratamentos e pode agravar quadros clínicos, impactando diretamente a qualidade de vida dos pacientes. O objetivo, segundo o órgão, é garantir atendimento em tempo adequado e maior efetividade no uso dos recursos públicos.
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