Enquanto em muitas cidades brasileiras a água distribuída à população ainda apresenta índices baixos de potabilidade, Campo Grande se destaca no cenário nacional pela qualidade da água que chega às torneiras. Em comparação com municípios onde a potabilidade média gira em torno de 19%, segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, a Capital sul-mato-grossense alcançou um índice médio de 99,22% ao longo de 2025.
Esse desempenho é resultado de um conjunto de ações que envolvem rigor técnico no tratamento, investimentos contínuos em tecnologia, monitoramento permanente, preservação dos mananciais e ampliação da infraestrutura. Ao longo de 2025, o sistema de abastecimento foi acompanhado por meio de 300 pontos de coleta espalhados pela cidade. Nesse período, foram analisadas 76.934 amostras, totalizando 520.978 parâmetros avaliados, todos dentro das exigências do Ministério da Saúde.
Os dados integram o Relatório Anual da Qualidade da Água 2025, elaborado conforme o Decreto nº 5.440/2005, que garante transparência e acesso às informações pelos consumidores. As análises são realizadas no laboratório da Águas Guariroba, acreditado pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro (CGCRE/Inmetro), o que assegura precisão e confiabilidade técnica nos resultados.
Nos testes laboratoriais são verificados mais de 80 parâmetros de qualidade, conforme a Portaria nº 888 do Ministério da Saúde, incluindo controle de cloro, pH, turbidez e ausência de coliformes. “As análises confirmam que a água fornecida apresenta cloro na medida adequada, pH ideal e elevados padrões de potabilidade, o que permite o consumo direto da torneira com total segurança”, afirma Vera Lucia Sandim, coordenadora do Laboratório de Água da concessionária.
Além do tratamento rigoroso, a preservação ambiental é parte do processo. A concessionária mantém projetos de proteção dos mananciais, como os córregos Guariroba e Lageado, além do uso de poços profundos. Em 12 anos, já foram produzidas mais de 700 mil mudas de árvores nativas do Cerrado, utilizadas na recuperação de áreas próximas às nascentes.
Antes de chegar às casas, a água percorre uma complexa estrutura formada por quase 4 mil quilômetros de rede, estações de tratamento, reservatórios e sistemas de bombeamento, operando com monitoramento contínuo. Mais de 20 profissionais, entre biólogos, químicos, farmacêuticos e técnicos, atuam diariamente na coleta e análise das amostras em todas as etapas do abastecimento.
Os resultados das análises são divulgados mensalmente na fatura e no site da concessionária. Anualmente, todos os clientes recebem em casa o Relatório da Qualidade da Água, com o resumo das análises dos últimos 12 meses.
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Nos testes laboratoriais são verificados mais de 80 parâmetros de qualidade (Divulgação )



