O prefeitura contestou nesta quinta-feira (21) a pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) a respeito do fechamento de comércios na região central da cidade e a extinção de postos de trabalho, em decorrência das obras do Reviva Campo Grande.
Em nota, o município rebateu que “a infraestrutura existente na região central estava obsoleta, sendo de suma importância interferir na região visando sua melhoria”. “O Programa Reviva Campo Grande, incluindo a obra da rua 14 de Julho, foi concebida para, justamente, reverter o processo de degradação, falência e esvaziamento que o centro da cidade já vinha sofrendo, modernizando sua infraestrutura”, respondeu.
Para a prefeitura, é injusto atribuir a efetivação dos trabalhos ao fechamento dos comércios, considerando que este já era um fenômeno em expansão muito antes de a obra ser iniciada.
Segundo a nota, a metodologia da pesquisa justificada pela assessoria da CDL foi que o levantamento foi feito de porta em porta. “Os resultados impressionam, uma vez que, caso a obra da rua 14 de Julho impactasse todo o comércio ali instalado, o número de fechamento não seria superior a 242 empreendimentos localizados na via, conforme cadastro censitário realizado no início das obras. Antes mesmo das obras começarem, inclusive, já existiam 28 estabelecimentos fechados, de acordo com o levantamento. Além disso, dados da Junta Comercial de Mato Grosso do Sul apontam que, entre dezembro de 2017 e dezembro 2018, o índice de fechamento de empresas foi em média de 10%”, detalhou.
A pesquisa
CDL divulgou na quarta-feira (20), pesquisa na qual aponta o fechamento de 1,5 mil estabelecimentos. Segundo o levantamento, 828 eram empresas de prestação de serviço, 676 comércios e uma indústria. A CDL associou os fechamentos à modificações no planejamento das obras do Reviva.
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A Câmara dos Dirigentes Lojistas associou os fechamentos à obra do Reviva; prefeitura contestou (Reprodução/Assessoria)



