Menu
Busca domingo, 27 de setembro de 2020
(67) 99647-9098
Clima

Agro reduziu emissões de gases do efeito estufa em 2017

A diminuição foi registrada com pequena baixa em relação ao ano de 2016

24 novembro 2018 - 09h15Da redação com Revista Globo Rural

A diminuição do rebanho brasileiro em 2017 fez com que o agronegócio reduzisse as emissões de gases do efeito estufa no ano. Segundo dados da Seeg, sistema ligado ao Observatório do Clima que há seis anos monitora as emissões do país, o setor produtivo emitiu 0,9% menos em relação a 2016. Ao todo, o setor jogou na atmosfera 1,5 bilhão de CO2 no ano passado.

A quantidade de animais ficou menor no ano passado em resposta ao aumento dos abates, que cresceram puxados pela retomada da economia e do consumo de carnes por parte da população. Por outro lado, ainda se mantém na liderança entre as atividades econômicas que mais colaboram para o aquecimento global, sendo responsável por 71% do total emitido pelo Brasil.
 
O resultado do levantamento e as análises dos números foram apresentados na quarta-feira (21), em São Paulo, num evento com a presença de especialistas em meio ambiente, autoridades e políticos, entre eles a ex-ministra e candidata à presidência Marina Silva. Segundo o Seeg, no ano passado, o Brasil emitiu 2,071 bilhões de toneladas brutas de gás carbônico equivalente (CO2e1), contra 2,119 bilhões registrados em 2016.
 
A queda é resultado de uma diminuição do desmatamento na Amazônia, que caiu 12%. Para os especialistas, o aumento da fiscalização do Ibama na região é que freou a derrubada da floresta. No segundo maior bioma do Brasil, contudo, o desmatamento cresceu em 2017, elevando o volume de emissões em 15 milhões de toneladas de CO2e, para 159 milhões de toneladas.
 
Perigo à vista
 
Apesar do ligeiro recuo das emissões brasileiras, o Brasil está “na marca do pênalti” em relação à meta assumida no Acordo de Paris. E diante do aumento no desmatamento na Amazônia já observado este ano, a tendência é que em 2019, o país volte a ficar longe de cumprir o compromisso internacional, afirmou o coordenador técnico do Seeg, Tasso Azevedo.
 
Entre os objetivos dos países signatários do Acordo é estabilizar o aquecimento global em menos de 2ºC até 2025, limitando os efeitos das mudanças climáticas no planeta. Em uma crítica às declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro, Marina Silva disse que tem forte receio de como o novo governo pode lidar com a questão ambiental e de desmatamento no Brasil.
 
"[o governo] vai cortando orçamento, enfraquecendo o Ibama e outras instituições fiscalizadoras, dando poder aos Estados e isso pode resultar num prejuízo ambiental enorme ao país. Receio que essa política pode significar um vexame para o Brasil", disse.

 

Rota do Pantanal

Deixe seu Comentário

Leia Também

Clima
Início da primavera será de calorão em MS
Clima
Mato Grosso do Sul volta a registrar calorão de 40°C
Clima
Com onda de calor no MS, temperatura máxima deve chegar a 39°C
Clima
Dia será de sol e poucas nuvens com máxima de 32°C na capital
Clima
Calorão volta e deve seguir até outubro
Clima
Após dias chuvosos, instabilidade começa a reduzir nesta quarta
Clima
Primavera começa com chuva isolada e máxima de 27°C na capital
Clima
Casacos leves podem ser úteis nesta segunda que terá miníma de 18°C
Clima
Chuva foi pequena, mas ocorreu em 21 municípios de MS
Clima
Meteorologia: chuva a qualquer momento

Mais Lidas

Polícia
Homem é executado a tiros enquanto dançava com a irmã
Polícia
Idoso contratado para levar carga de cocaína avaliada em R$ 4,3 milhões acaba preso
Geral
Mega-Sena acumula e prêmio vai para R$ 60 milhões
Saúde
Confira quais unidades de saúde vai ter pediatras neste domingo em Campo Grande