Alunos de robótica do SESI de Corumbá (MS), ao observar rachaduras em construções, criaram um tijolo feito de materiais sustentáveis que podem dar mais durabilidade ao produto e beneficiar a população de baixa renda. Esse e outros projetos inovadores serão apresentados durante o Torneio SESI de Robótica FIRST Lego League (FLL), que ocorrerá no início de março, em São Paulo.
A equipe ‘’Tupinambótica’’ começou a desenvolver a técnica em março de 2019. Apelidada de ‘Adoblocks’, a ideia dos jovens é criar um bloco, semelhante a um tijolo, feito de terra crua de cor clara, fibras naturais, citronela, uma espécie de repelente natural que espanta insetos atraídos pela palha, além de água, cal e pó de pneu.
A professora e técnica da equipe, Ellen dos Santos, explica que os alunos retiram os pneus que são encontrados na natureza, descartados de forma inadequada, e fazem todo o processo de triturar e retirar o pó, para dar mais flexibilidade e isolamento acústico e térmico ao tijolo. ‘’Esse é um tijolo que não vai para o forno’’, afirma.
Com essa técnica de não levar o tijolo ao forno, conhecida como adobe, os alunos também evitam a emissão de monóxido de carbono, substância tóxica que sai na fumaça no momento da queima e apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como causadora de problemas respiratórios, por exemplo.
Ellen conta que a ideia é tornar o tijolo mais acessível à população de baixa renda. De acordo com a professora, mil unidades de tijolos convencionais em Corumbá custam, em média, R$ 900. E com a iniciativa dos estudantes, a mesma quantidade do material sustentável sairia pela metade do valor.
Competição
O Torneio de Robótica FIRST LEGO League reúne 100 equipes formadas por estudantes de 9 a 16 anos e promove disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, em sala de aula. De 31 de janeiro a 16 de fevereiro, haverá as disputas regionais. Os melhores times garantem vaga na etapa nacional, que ocorre em março, em São Paulo.
O objetivo é contribuir, de forma lúdica, para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais exigidas dos jovens. Todo ano, a FLL traz uma temática diferente. Em 2020, os competidores terão que apresentar soluções inovadoras para melhorar, por exemplo, o aproveitamento energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios.
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A equipe ‘’Tupinambótica’’ começou a desenvolver a técnica em março de 2019 (Agência do Rádio)



