"Fiquei muito, muito chocado com a equipe me pedir isso. Ele não se aproximou o suficiente para me ultrapassar. Eu não iria tirar o pé e perder terreno para Fernando e Daniel. Chegasse e então me ultrapassasse. Então foi um pouco estranho" disparou.
O britânico explicou o porquê de não ter aberto caminho para o companheiro:
"Eu teria perdido pontos para Nico se deixasse ele me passar, ele abriria e me superaria depois (do pit stop). Ele estava na mesma corrida que eu. Só porque ele faria um pit stop a menos não significa que não estamos na mesma corrida. No fim, estou satisfeito de ter tomado a decisão certa."
Perguntado se sua desobediência pode ter custado a vitória de Rosberg, Hamilton foi seco:
"Não corro por Nico, corro por mim."
Não é a primeira vez que Hamilton deu a entender que há um favorecimento a Nico Rosberg – tanto internamente na Mercedes, quanto pela própria direção de prova. Neste último sábado mesmo, após ver seu carro pegar fogo no início do treino classificatório sugeriu: “acho que está passando do ponto da má sorte, é algo a mais”. Na semana anterior, durante o GP da Alemanha, desconfiou da não entrada do safety car para retirar o carro de Adrian Sutil, parado em plena reta: “Acho que vocês sabem o porquê disso não ter acontecido”. Nas primeiras provas, o inglês já havia questionado algumas estratégias de corrida da equipe pelo rádio.
Com o terceiro lugar, Hamilton chegou aos 191 pontos e reduziu sua desvantagem para Rosberg, líder do campeonato com 202, de 14 para 11. O britânico tem agora oito etapas para tentar reverter o cenário e alcançar o bicampeonato.
Já Rosberg, que reclamou mais de uma vez com a equipe pelo rádio o porquê de Hamilton não abrir passagem, evitou alimentar a polêmica.
"O time informou que ele me deixaria passar. Não sei o que aconteceu. Temos que discutir internamente. Tive a chance na última volta e estou muito, muito enjoado de não ter conseguido. Mas ainda estou na liderança no Mundial e voltarei das férias no modo 'ataque total'" – disse, visivelmente incomodado.
Diretor esportivo da Mercedes, o chefão Toto Wolff tentou enxergar o ponto de Hamilton e garantiu que o assunto será discutido:
"Eles estão lutando pelo campeonato. Não era uma decisão fácil. Precisamos olhar os prós e contras" disse o dirigente, ainda de tipoia em razão do acidente de bicicleta que sofreu durante a semana.
Wolff ainda creditou o quarto lugar de Rosberg à falta de sorte com o momento da entrada do primeiro carro de segurança, em razão da batida de Sergio Pérez.
"Tivemos azar. O primeiro safety car veio na hora que os três primeiros estavam passando pela reta principal. Foi por isso que Nico, Sebastian Vettel e Valtteri Bottas chegaram onde chegaram" explicou.Reportar Erro
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