O canoísta Fernando Rufino já cruzou fronteiras, mares e pódios representando o Brasil e Mato Grosso do Sul em mais de 20 países. A estudante Kariny Kaori, de 14 anos, ainda dá seus primeiros passos no xadrez competitivo, sonhando com torneios nacionais. O lutador Luiz Felipe de Almeida Campos vive o meio do caminho: está prestes a disputar o Grand Slam, mirando o Mundial e, quem sabe, uma vaga olímpica. O técnico Fábio Costa, por sua vez, carrega o orgulho de formar campeões dentro e fora do tatame. Em comum, todos eles têm o mesmo combustível: o Bolsa Atleta e o Bolsa Técnico, programas do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundesporte, que garantem apoio financeiro, reconhecimento e a chance de transformar dedicação em conquista.
Para Rufino, cada remada representa o esforço de uma trajetória que o levou do interior ao mundo. Com emoção, o atleta celebra o incentivo que o ajudou a continuar representando o Estado com orgulho. “Na Fundesporte, vemos pessoas dedicadas e responsáveis, trabalhando com empenho para apoiar nossa bandeira tão maravilhosa. Quero agradecer pelo Bolsa Atleta e Bolsa Técnico, que têm se tornado referência em todo o país”, afirmou.
O canoísta faz questão de ressaltar o valor simbólico de vestir o uniforme oficial. “Tenho imenso orgulho de ser do Mato Grosso do Sul e de vestir essa camisa. O esporte vai muito além de tirar jovens da rua: é uma profissão, um trabalho sério e uma ferramenta transformadora”.
Enquanto o campeão segue inspirando, a pequena Kariny Kaori representa o início de um sonho. A xadrezista conheceu o jogo ainda aos três anos de idade e, desde então, encontrou nas peças do tabuleiro um universo de desafios e conquistas. Hoje, ela é contemplada pelo Bolsa Atleta na categoria estudantil e fala com carinho sobre o impacto do programa na sua rotina.
“O Bolsa Atleta ajuda a gente a acreditar que é possível. Com esse apoio, consigo participar de mais torneios e continuar treinando sem deixar os estudos. É uma ajuda que faz a diferença, porque transforma o sonho em realidade”, contou a estudante.
Já Luiz Felipe de Almeida Campos, atleta de taekwondo, vive a fase mais intensa da jornada: concilia faculdade, treinos diários e recuperação de uma cirurgia, de olho no Grand Slam que definirá a seleção brasileira em 2025. Determinado, ele acredita que o incentivo foi essencial para seguir competindo.
“O Bolsa Atleta me deu condições de continuar treinando e estudando. Se não fosse esse apoio, talvez eu tivesse que parar pra trabalhar. Hoje posso focar nos meus objetivos e seguir em busca do meu sonho: ser o primeiro campeão olímpico do Brasil no taekwondo”, afirmou.
Ao lado dele está o técnico Fábio Costa, que há mais de 12 anos comanda a maior equipe de taekwondo do Estado, acumulando títulos e formando talentos. Para ele, o Bolsa Técnico representa reconhecimento e oportunidade. “Além de ser um reconhecimento, é uma oportunidade de custear nossas despesas com viagens e competições. O técnico precisa acompanhar o atleta e o Bolsa Técnico torna isso possível. É um incentivo que faz diferença na prática”, contou.
Segundo Fábio, antes do programa, muitos treinadores precisavam bancar do próprio bolso as viagens com os atletas. “A maioria dos estados só tem o Bolsa Atleta. Aqui, o técnico também é lembrado, e isso muda tudo. Porque o atleta e o técnico precisam caminhar juntos, um depende do outro”, reforçou.
Histórias como essas refletem o impacto de um dos maiores programas de incentivo esportivo do país. Na edição 2025/2026, 302 atletas e 41 técnicos foram contemplados com o Bolsa Atleta e o Bolsa Técnico, totalizando R$ 4,2 milhões em investimento do Governo do Estado. Criado em 2017, o programa nasceu para democratizar o acesso ao esporte, apoiando tanto jovens talentos quanto nomes consagrados do alto rendimento. O Bolsa Técnico, por sua vez, foi pioneiro no Brasil e serviu de modelo para outras iniciativas em nível nacional.
De acordo com o secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (SETESC), Marcelo Miranda, a reformulação feita em 2017 transformou o programa em uma ferramenta de valorização e inclusão.
“Reformulamos o Bolsa Atleta criando novas categorias e ampliando o alcance. Fomos o primeiro estado a criar o Bolsa Técnico, reconhecendo o profissional que é um dos protagonistas da formação esportiva e que, muitas vezes, não era valorizado”, destacou.
As bolsas variam de R$ 550, destinadas a jovens de 12 a 14 anos, até R$ 7.500 para atletas de alto rendimento. “Quando o Estado investe no esporte, ele investe em gente. E cada história, seja de um atleta iniciante ou de um campeão mundial, mostra que esse apoio realmente transforma vidas”, completou o secretário.
Do tabuleiro de Kariny às águas de Rufino, do tatame de Luiz Felipe à academia de Fábio, o Bolsa Atleta e o Bolsa Técnico seguem impulsionando trajetórias e construindo exemplos. O programa é, ao mesmo tempo, ponto de partida e de chegada, uma ponte entre o sonho e a conquista. No fim das contas, é essa a essência do esporte: fazer cada sul-mato-grossense acreditar que, com apoio, trabalho e paixão, todo sonho pode ganhar forma, cor e, quem sabe, até um lugar no pódio.
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Riedel com Luiz Aquino, Fernando Rufino e Kariny (Foto: Reprodução )



