Como no bom e velho futebol, há substituições dentro e fora das quatro linhas. E será assim com o Estádio Morenão, que ficará a cargo, em definitivo, do Governo de Mato Grosso do Sul. A mudança aconteceu nesta terça-feira, dia 31, após assinatura de um termo entre o Estado e a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).
Obras emergências de segurança estrutural, como rampas e escadas de acesso estão entre as ações iniciais, além de instalações elétricas e adequações às normas contra incêndio e pânico. Tudo isso resultará em um investimento de R$ 16,7 milhões.
A expectativa inicial apresentada em entrevista coletiva é que os jogos retornem no ano que vem, mas a reforma completa do estádio devem ser finalizadas até 2028. Porém, uma das ideias do governo é repassar o estádio para uma concessão privada.
O governador Eduardo Riedel explicou o planejamento com o estádio e reafirmou que sem futebol, não há Morenão. Para ele, todo o trabalho agora será uma "cadeia que vai ser estruturada a longo prazo".
"A etapa inicial nós fizemos hoje, a transferência da Universidade para o Estado. A segunda etapa, o investimento do Estado, abra-se o Morenão e o futebol pode utilizar desse equipamento porque ele é do Estado. Terceira etapa é o PPP e a quarta etapa, a concessão propriamente dita. Então é uma cadeia que a gente vai estruturar nesse prazo para poder entregar uma nova perspectiva para o Mato Grosso Sul", disse.
Para Riedel, o projeto deve avançar desta vez porque "o papel foi assinado". Ele explicou que como a gerencia ficava a caráter da UFMS, nada poderia ser feito. "Não tinha nem como fazer o investimento, aquilo que foi feito lá no passado foi um convênio que fica muito frágil". A ideia, segundo o governador, é quebrar um ciclo para que não se repita o 'abandono' do estádio e ele fique a mercê de uma iniciativa privada.
"Vamos quebrar esse ciclo? A Federação está quebrando. Ela está construindo o futebol, os clubes estão quebrando. E agora nós estamos fazendo a nossa parte, e aí todo mérito da Universidade Federal, que teve, como disse a reitora, coragem de fazer essa sessão desse estádio para o Estado. Agora, estando sobre a guarda do Estado, nós estamos tendo a coragem de assumir esse estádio e iniciar o processo de investimento, foi como o presidente falou, são R$ 16 milhões de imediato. Os projetos estão prontos, nós vamos por em licitação agora. Então, já começa isso de pronto e estruturando, esse ano ainda, o projeto de PPP", finalizou.
Estevão Petrallás, presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, agradeceu o apoio do governador, do secretário de cultura e esporte, e da reitora da UFMS, enfatizando a relevância da federação no processo de concessão do Estádio Morenão. Ele demonstrou alegria em fazer parte deste processo.
"Essa iniciativa foi formada e o grande mérito é da reitora Camila com todo o seu pessoal. A Universidade marca um ponto muito positivo e a sensibilidade do governador Eduardo faz com que a gente crie novas esperanças e a iniciativa foi dada à largada hoje. Quanto ao gramado, A federação traz junto com a CBF um gramado, um sistema de irrigação. Manutenção na pista para que a gente tenha uma condição melhor nos bancos de reserva e aos pouquinhos na etapa zero".
Conforme a reitora da UFMS, Camila Celeste Ítavo, a universidade obteve aprovação para um projeto de revitalização com o objetivo de recuperar um espaço de convivência e lazer. Ela relembra que a concessão foi objeto inclusive do nosso plano de trabalho na consulta para a mitoria da universidade, então, regras claras, já existia intenção.
"Depois da sinalização do Governo do Estado, nós trabalhamos na aprovação do Conselho Universitário, essa aprovação foi em dezembro de 2024, e aí a gente conseguiu nesse tempo trabalhar com o Governo todos os projetos, toda a segurança jurídica. O que significa, eu vou falar aqui do coração, significa a gente retornar aquele lugar onde as pessoas falam, aqui eu assisti o jogo de futebol com meu pai, com meu avô", pontuou.
O principal desafio da universidade é orçamentário, pois não recebe financiamento específico e precisa cobrir custos de insumos, manutenção e expansão.
"O desafio agora é o orçamentário, nós não temos um recurso destinado, por exemplo, do Ministério do Esporte ou qualquer outro órgão que financiasse e a gente precisa olhar os insumos, os reagentes nos laboratórios, toda parte de manutenção", finalizou.
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Riedel explicou como funcionará cada etapa com o Morenão (Taynara Menezes)



