A Seleção Brasileira encerra a sua curta fase de preparação para a estreia nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, com cálculos a serem feitos. No amistoso de terça-feira, contra os Estados Unidos, em Foxboro (EUA), às 20h40 (de MS) o time passará por um teste e uma conta a ser equacionada pelo técnico Dunga.
A solução para o problema consiste no fator Neymar. Como ele está suspenso dos dois primeiros jogos pelas Eliminatórias, Dunga vive um dilema se manda a campo um time que poderia ser o titular nestes compromissos ou então priorizar as observações, como fez na partida contra a Costa Rica. O comandante não deu pistas, mas pelo tom indica que pode atuar tendo como maior objetivo a vitória e, assim, abrir mão de novas experiências.
“Estamos há um ano na Seleção. Não houve tanto tempo para termos essa diversificação de jogadores. Muitos falam sobre fazer testes, mas querem resultado. Então você tem que levar isso em consideração”, destacou ele.
Na fórmula de Dunga, a ideia seria simples. Dar mais chances, misturar jovens com jogadores experientes o máximo possível. Porém, com o principal astro suspenso no mês que vem, a tentação de colocá-lo logo de cara é grande. As medidas estão sendo consideradas.
“A primeira observação é depois do treinamento conversar com os jogadores para ver o desgaste de cada um. Depois, teremos de saber se colocaremos um time para ganhar ou para testar os jogadores. Todos sabem que a Seleção tem que ganhar. Vamos conversar internamente para solucionar esta equação”, avisou.
Para não perder a conta ou o controle da situação, o treinador sente que um peso pode sobrecarregar em caso de um insucesso. Mas por que tanto receio, mesmo numa partida teoricamente experimental?
“Pode ser culpa da minha personalidade. As pessoas têm um pouco de pé atrás comigo, por isso sou obrigado a ganhar sempre. Seria bom que todos envolvidos no futebol entendessem que, em alguns momentos, a gente precisa observar mais o jogo do que propriamente uma vitória. Essa cobrança imensa é normal, mas se tivéssemos um pouco mais de paciência, seguramente teríamos um rendimento ainda melhor”, finalizou.CBF
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Rafael Ribeiro / CBF 



