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Adolescente estuprado com mangueira de ar corre risco de morte

Família denuncia coação de autor e divulga fotos dos envolvidos

06 fevereiro 2017 - 15h47Liziane Berrocal e Gerciane Alves

Thiago Giovanni Demarco Sena e Willian Henrique Larrea, suspeitos de terem estuprado e causado lesões gravíssimas com uma mangueira de compressor de ar em um adolescente de 17 anos, terão a prisão pedida pela advogada Katarina Viana que está acompanhando a família.

A mãe do adolescente, acompanhada de um tio deles foram até a DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente) para falarem sobre o caso, a advogada também os acompanhou até o local.

O estado de saúde, segundo a família da vítima, piorou, já que segundo os médicos informaram, ele ainda corre risco de morrer. “Mesmo tirando 20 centímetros de intestino do meu sobrinho, operando e fazendo o possível, com a pressão do ar, a parede do intestino dele que sobrou ficou muito fininha, e ele ainda corre o risco de morrer, estamos desesperados”, contou o tio do rapaz, bastante indignado.

O jovem trabalhava no lava-jato de propriedade de Thiago no Jardim Morumbi e segundo os autores, tudo não tinha passado de uma brincadeira. “Mas que brincadeira besta essa, que deixou meu sobrinho entre a vida e a morte?”, questiona o tio.

A família está revoltada e clama por justiça. Segundo os familiares, eles estão sofrendo ameaças e inclusive Thiago fez um boletim de ocorrência contra o irmão do adolescente, já que ao ficar sabendo do que havia acontecido, desferiu um golpe de capacete na cabeça dele.

Os nomes e fotos dos suspeitos foram repassados pela própria família, uma vez que eles tem medo de que os mesmos possam fugir, já que Thiago seria na verdade de Bela Vista, onde seus pais tem uma pousada e moraria sozinho em Campo Grande. A foto do adolescente no leito hospitalar também foi repassado pela família.

O JD1 Notícias explica que o direcionamento de não colocar nomes de agressores em casos envolvendo crianças e adolescentes é uma prática que condiz com a ética profissional, já que o intuito é sempre preservar o nome da vítima. Entende-se que o crime praticado não seja apenas de “lesão corporal dolosa” como foi lavrado no boletim de ocorrência inicial, e sim de estupro, uma vez que o adolescente teve uma mangueira introduzida no anus, em uma clara ação que envolve prática de submissão contra o adolescente. 

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