Campo Grande está sendo considerada modelo pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS-OMS), pela redução de mortes e violência no trânsito da cidade. As informações são do Blog Kiko Cangussu, e apontam uma redução de 32% no período de 2011 a 2018.
De acordo com a reportagem, o poder público municipal iniciou uma série de medidas estruturais e desenvolvimento de programas sócio-educativos, que culminaram no resultado positivo, que colocam a capital sul-mato-grossense como exemplo nas estatísticas de redução nos acidentes de trânsito, em especial, os que ocasionam mortes.
Indicadores do "Programa Vida no Trânsito" apontam que houve uma redução das mortes por residente de 4% no ano de 2018 (143 óbitos) comparado ao ano de 2017 (149 óbitos). No período de 2011 a 2018 a redução foi de 32% dos óbitos por residente e 34% das mortes na área urbana. De acordo com a Agência Municipal de Trânsito de Campo Grande (Agetran), circulam aproximadamente 450 mil carros e 150 mil motocicletas.
Conforme o blog, uma equipe da OPAS-OMS, está na cidade produzindo um documentário sobre as estratégias adotadas pela atual gestão para conseguir reduzir a quantidade de acidentes de trânsito com morte. O documentário será veiculado em todo o país e no exterior.
Nesta semana os documentaristas acompanharam as diversas blitzes educativas da cidade com participação de equipes da Agetran, Polícia Militar e Guarda Municipal. “Eles estão na cidade devido o programa “Vida no Trânsito”, instaurado desde 2011 para fazer um documentário que será divulgado a nível nacional e internacional”, disse Ivanise Rotta, chefe da divisão de educação para o trânsito.
Entre as medidas do prefeito Marquinhos Trad, foi apontada a semaforização das rotatórias da avenida Mato Grosso com a Nely Martins (Via Parque) e da Interlagos com a Costa e Silva (Coca-Cola), além do reforço na sinalização horizontal, vertical com a fixação de seis mil placas, instalação de 54 novos semáforos com a ampliação da onda verde e 83 quilometros de ciclovias que se interligam.
O prefeito Marquinhos Trad destacou que a cidade conta com o Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito (GGIT) onde todos os órgãos pertinentes ao campo da educação e segurança no trânsito trabalham unidos para analisar as causas dos acidentes e apontar as soluções. Ele ainda ressaltou que somente com reeducação e conscientização dos adultos, e um trabalho de educação para crianças e jovens nas escolas, a situação será modificada. “É preciso uma mudança de atitude. O trânsito não pode virar um meio de morte ou de aborrecimento para o cidadão. Ele deve ser sim o meio de transporte que facilita a vida das pessoas”.
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Trânsito no centro de Campo Grande (Divulgação)




