Jovens indígenas estão sendo capacitados para dominar uma ferramenta essencial nos dias atuais: o computador. Nesse sentido, o Instituto Ressoarte, de Anastácio, iniciou neste mês de junho o curso de qualificação profissional para jovens indígenas das aldeias Limão Verde e Buritizinho, localizadas no município.
Ao todo, o curso de qualificação tem 80 inscritos, que recebem aulas nas dependências do instituto, que funciona na sede do município. Para assistir as aulas, os jovens indígenas enfrentam uma verdadeira saga. Todos os sábados eles deixam suas aldeias por volta das quatro e meia da madrugada para estudar. Isso quer dizer que eles acordam bem mais cedo para chegar até a cidade.
Da aldeia até o instituto são 24 quilômetros de distância até o núcleo urbano. De acordo com José Carlos Pacheco, coordenador do Coletivo de Trabalhadores e Trabalhadoras Indígenas de MS, o curso de informática terá a duração de seis meses. Ele destaca que a iniciativa é um esforço conjunto de alguns valiosos voluntários, já que o instituto não recebe apoio público para promover o curso e a inclusão digital dos indígenas.
"Estamos oferecendo o melhor para eles. Infelizmente não temos ajuda de ninguém para realização deste curso, que tem a duração de seis meses, todos os sábado pela manhã. Atendemos os jovens indígenas com café da manhã feito por nós mesmos, pois, muito saem sem se alimentar e vamos fazer aquilo que pudermos, pelo fato, deles acreditarem e perseverarem; isto nos fortifica a cada dia", assinala o coordenador, que destaca o empenho e dedicação principalmente das voluntárias Maria Cristina e Simone Lúcio. "Somos gratos a Deus em dar força para que possamos continuar e realizar sonhos desses jovens", argumentou Pacheco.
A abertura oficial do curso aconteceu no dia 01° de junho e contou com a participações dos caciques Sebastião e Josué, da aldeia Limão Verde e Buritizinho, respectivamente, demais lideranças comunitárias e de voluntários do Instituto Ressoarte, de Anastácio.
O cacique Sebastião disse que estava muito feliz em trazer a comunidade para o curso, sem nenhum custo. Já o cacique Josué da aldeia Buritizinho ressaltou a importância do Instituto em se dedicar e qualificar os jovens.
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Indígenas em curso de informática (Divulgação/Assessoria)



