O incêndio que aconteceu na terça-feira (10) na residência de uma família no Parque do Lageado, em Campo Grande, que deixou seis crianças feridas, chamou a atenção da sociedade sobre os perigos que a falta de manutenção na instalação elétrica pode provocar. A tragédia tem como principal hipótese um curto-circuito.
Em Mato Grosso do Sul foram registrados 38 casos de incêndios gerados por curtos-circuitos, em 2017. Atrás de São Paulo e Paraná, o estado ocupa a terceira posição em ocorrências desse tipo, de acordo com o Anuário Estatístico da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) sobre Acidentes de Origem Elétrica.
Na avaliação de Marcela Onizuka, coordenadora de Engenharia Elétrica do Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande, os dados alertam para a necessidade de vistoria periódica na rede doméstica. "Na maioria das vezes, o curto-circuito é resultado de uma sobrecarga que acaba gerando um superaquecimento e derrete a proteção dos fios. Desencapados, eles podem encostar um no outro e produzir faíscas, dando início a chamas" esclarece.
Outro alerta destacado pela engenheira eletricista, é que toda a instalação elétrica de uma casa deve ser realizada por profissionais qualificados. "Esse trabalho não deve ser executado por amadores para não colocar a segurança dos moradores em risco. Um projeto de elétrica residencial possui um circuito de proteção dimensionado, com diversos recursos, como disjuntores ou fusíveis, que desligam em sinal de sobrecarga", complementa a professora.
Imóveis antigos merecem atenção redobrada, pois as instalações não foram preparadas para receber tantos eletrônicos. "Pode haver uma sobrecarga, curtos-circuitos e acidentes elétricos, pois na época em que foi instalado, o projeto não previa o uso de tantos equipamentos modernos, como computadores, celulares, entre outros produtos", informa Marcela.
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