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“Espero que eles paguem pelo o que fizeram”, diz mãe de Wesner após última audiência

Acusados foram ouvidos na terceira audiência do caso nesta segunda-feira

31 outubro 2017 - 08h44Da redação

“Como mãe, eu estou esperançosa que eles paguem pelo que fizeram com meu filho”, esta é a expectativa de Marisilva Moreira da Silva, mãe de Werner, de 17 anos, após a terceira e última audiência sobre a morte do adolescente, agredido com uma mangueira de ar em um lava jato na Capital.

Na última audiência do caso, nesta segunda-feira (30), o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida ouviu Thiago Giovanni Demarco Sena, de 20 anos, e Willian Enrique Larrea, de 31 anos, acusados da agressão que matou Wesner.

“Ontem eles foram ouvidos e estavam falando que foi uma brincadeira, mas aquilo não foi uma brincadeira. Meu filho correu, se isso fosse uma brincadeira ele não teria corrido. Isso não foi uma brincadeira, foi maldade”, afirmou Marisilva. 

Após ouvir os acusados, o juiz deu prazo de cinco dias para que a perícia entregue os laudos e decidirá se
o caso será encaminhado para o Tribunal de Júri ou para Vara Comum.

“A nossa esperança é o Tribunal de Júri”, afirma a mãe de Wesner, “para que eles sejam condenados e fiquem presos. O que dói mais é ver que eles não se arrependeram e depois de tudo o que fizeram ainda estão soltos”. 

Crime 

Wesner foi internado as pressas no dia 3 de fevereiro após o patrão e um colega de trabalho fazerem uma “brincadeira” com uma mangueira de compressor de ar, que atingiu o ânus e acabou entrando ar no corpo do adolescente. Após ser levado para a Santa Casa da Capital, ele teve que ser submetido a uma cirurgia para retirada de 20 centímetros do intestino. 

O caso chocou a Capital, já que os suspeitos Thiago Giovani Demarco Sena e Willian Larrea trabalhavam com o jovem no lava-jato. A situação que foi tratada por eles como uma brincadeira virou caso de polícia e a família está bastante apreensiva. 

O adolescente ficou onze dias internado na Santa Casa de Campo Grande, mas morreu na tarde de terça-feira (14). De acordo com a assessoria do hospital, a causa da morte foi choque hipovolêmico, que é a perda de grandes quantidades de sangue e líquidos, seguidos de uma parada cardiorrespiratória. Os médicos ainda tentaram reanimá-lo durante 45 minutos, mas o adolescente não resistiu.

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