A semana começou com tensão diante do clima de guerra entre indígenas e produtores de Mato Grosso do Sul deixando os produtores rurais do Estado ainda mais preocupados com a situação. Alguns deles estão reunidos com a advogada Luana Ruiz, que entre o intervalo da reunião nos falou do sentimento geral sobre o assunto.
“Está todo mundo muito preocupado. Nunca os produtores deram um passo à frente neste conflito. Quando resistem significa não dar um passo atrás. Quando os indígenas falam de defender é dar um passo à frente, invadir e ir ao conflito”, afirmou a advogada.
Ela se refere à carta do Conselho Aty Guasu (grande reunião dos Guarani e Kaiowá) elaborada em dois dias de reunião na “Terra indígena Ñamoi Guaviray, em Caarapó” que foi divulgada no site do CIMI (Conselho Indigenista Missionário). Eles citam as mais de 390 mortes de indígenas nos últimos dez anos exigindo do Estado “que pare de violar seus direitos e garanta a imediata demarcação de terras tradicionais deles” além da “punição aos assassinos” do que chamam de “Massacre de Caarapó”.
Em tom de ameaça a carta termina: "Cabe ao Governo se mexer para evitar que este direito tenha de ser garantido sobre o peso do findar da vida de tanta gente. Demarquem nossas terras, garantam nosso território, respeitem nossos direitos enquanto não acontecer garantimos aos senhores que cada passo dado será em direção de nossas retomadas, sempre em frente, nenhum passo atrás, já esperamos demais."
A advogada reforça que os produtores rurais nunca deram um passo à frente. “Os produtores nunca tomaram a iniciativa. O máximo que fizeram foi não dar um passa atrás. Jamais foi dado um passo à frente. O que fizeram está no estrito direito deles de se defenderem”, analisou. Luana disse que ainda irá analisar com mais detalhes a carta.
Veja aqui as cinco páginas que compõe a carta.
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indígenas ao redor da carta do Conselho Aty Guassu (foto Cimi)



