Na segunda audiência sobre a morte do adolescente Wesner Moreira Silva, de 17 anos, agredido com uma mangueira de ar em um lava jato na Capital, na tarde desta segunda-feira (2), serão ouvidas as testemunhas de defesa e os agressores Thiago Giovanni Demarco Sena, de 20 anos, e Willian Enrique Larrea, de 31 anos.
Thiago e Willian são acusados de agredirem o adolescente com uma mangueira de ar comprimido que foi introduzida no reto intestinal de jovem, causando lesões gravíssimas.
Serão ouvidos também, a o médico que atendeu Wesner e, a pedido do juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, a assistente social da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) que conversou com a vítima.
As audiências começaram mais de sete meses após a agressão com a mangueira de compressão. Na primeira audiência no dia 5 de setembro, foram ouvidos familiares do adolescente e os profissionais que prestaram os primeiros socorros após a agressão.
Crime
Wesner foi internado as pressas no dia 3 de fevereiro após o patrão e um colega de trabalho fazerem uma “brincadeira” com uma mangueira de compressor de ar, que atingiu o ânus e acabou entrando ar no corpo do adolescente. Após ser levado para a Santa Casa da Capital, ele teve que ser submetido a uma cirurgia para retirada de 20 centímetros do intestino.
O caso chocou a Capital, já que os suspeitos Thiago Giovani Demarco Sena e Willian Larrea trabalhavam com o jovem no lava-jato. A situação que foi tratada por eles como uma brincadeira, virou caso de polícia e a família está bastante apreensiva.
O adolescente ficou onze dias internado na Santa Casa de Campo Grande, mas morreu na tarde de terça-feira (14). De acordo com a assessoria do hospital, a causa da morte foi choque hipovolêmico, que é a perda de grandes quantidades de sangue e líquidos, seguido de uma parada cardiorrespiratória. Os médicos ainda tentaram reanimá-lo durante 45 minutos, mas o adolescente não resistiu.
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