O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), Mansour Karmouche, afirmou nesta sexta-feira (2) que a ação policial para a retirada de indígenas que invadiram a fazenda Água Branca, em Aquidauana, é legal.
Para Mansour, a ação foi realizada no momento da invasão, antes de uma consolidação. “Todo mundo tem direito de defender a sua propriedade, e esse direito está na Constituição Federal, então se o morador chamar a polícia ele tira o invasor, claro com moderação e respeito, desde que as pessoas não demonstrem resistência, está cumprindo nada mais do que a lei prevê”, disse.
Mansour ainda explica que é uma ação diferente de quando há uma invasão consolidada, o que não foi o caso. “Não existe nada na Constituição que autoriza alguém a invadir uma área que não seja sua propriedade. De acordo com a lei, todos podem contar com o aparato policial para retirar um invasor. Agora, se tem uma situação consolidada que não é o caso, ai sim depende de mandato judicial e de reintegração de posse”, afirma.
Aproximadamente 130 homens da Polícia Militar, apoiados por dois helicópteros, foram destacados para retirar os índios da fazenda. A desapropriação começou na noite de quinta-feira (1º).
Deixe seu Comentário
Leia Também

Justiça obriga pai e filho a pagar pensão a família de motoentregador morto em acidente

Ministro André Mendonça dá 'ralo' na PGR após órgão ignorar urgência na prisão de Vorcaro

PF aponta corrupção na saúde de Macapá e ministro do STF afasta prefeito

Magistrados que deixaram o Judiciário devem cumprir quarentena antes de advogar, diz CNJ

Projeto que proíbe uso de dinheiro em espécie em transações imobiliárias avança no Senado

Prefeitura diz ao Ministério Público que fornece comida a pacientes de UPAs e CRSs

Assassinato no Campo Nobre fica sem autoria definida e caso é arquivado

Justiça do Trabalho registra aumento nos processos por assédio moral e sexual em MS

Novo relato com prints expõe 'investidas' de pastor sobre menor em Campo Grande


"Todo mundo tem direito de defender a sua propriedade", destacou Mansour Karmouche (Reprodução)



